segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Plano de Curso de História Gratuito

Vamos começar o ano com planejamento anual para o Ensino Médio!


História, trimestral, de acordo com a BNCC.

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terça-feira, 30 de dezembro de 2025

📜 Fontes Históricas

 Clique aqui para baixar a versão editável em Word: Fontes Históricas

ESCOLA

Disciplina: HISTORIA

Nome: __________________________________________________________________ Turma: ____________ Data: ___________________


📜 Fontes Históricas

O trabalho dos historiadores é possível graças às fontes históricas. Elas são os vestígios deixados por sociedades do passado e que ajudam na construção do conhecimento sobre a história da humanidade. Através dessas fontes, os historiadores analisam, interpretam e compreendem como as pessoas viviam, pensavam e se organizavam em diferentes tempos e espaços.

As fontes históricas podem ser muito variadas. Existem as fontes materiais, que são objetos, construções, ferramentas, roupas, armas, utensílios, moedas, entre outros vestígios físicos. Também há as fontes escritas, como cartas, livros, documentos oficiais, leis, contratos e inscrições em pedras ou monumentos.

Além disso, há as fontes iconográficas, que são imagens como pinturas, fotografias, gravuras, desenhos e esculturas. As fontes orais também são muito importantes e se baseiam nos relatos, histórias e depoimentos das pessoas sobre acontecimentos do passado. Nos tempos mais recentes, surgiram também as fontes audiovisuais, como filmes, vídeos e gravações.

É fundamental lembrar que nem toda fonte é utilizada da mesma forma para todos os períodos. Por exemplo, para estudar sociedades que não desenvolveram a escrita, como muitos povos indígenas ou africanos antigos, os historiadores dependem muito mais das fontes materiais, orais e iconográficas.

Portanto, as fontes históricas são essenciais para que possamos entender o passado, percebendo que a História não se constrói apenas com datas e fatos, mas sim com a análise dos diversos vestígios que as sociedades deixaram ao longo do tempo.

🔹 Objetivas (1 a 4)

1. De acordo com o texto, as fontes históricas são:


a) Objetos modernos sem valor histórico
b) Apenas documentos escritos
c) Vestígios deixados por sociedades do passado
d) Apenas construções antigas

2. Quando os historiadores estudam cartas, leis e contratos, estão utilizando que tipo de fonte?


a) Oral
b) Iconográfica
c) Audiovisual
d) Escrita

3. Qual alternativa apresenta apenas exemplos de fontes materiais?


a) Fotografias, vídeos e filmes
b) Ferramentas, roupas e moedas
c) Cartas, contratos e livros
d) Pinturas, desenhos e gravuras

4. Sobre as fontes orais, é correto afirmar que:


a) São baseadas em relatos, histórias e depoimentos
b) São registros encontrados apenas em museus
c) Correspondem exclusivamente às leis antigas
d) Não são consideradas fontes históricas

🔸 Discursivas (5 a 10)

5. De acordo com o texto, o que são fontes históricas?

6. Cite dois exemplos de fontes materiais mencionados no texto.


7. O que são fontes iconográficas, segundo o texto?

8. De acordo com o texto, para que servem as fontes históricas?

9. Por que, segundo o texto, os historiadores usam mais as fontes materiais, orais e iconográficas para estudar sociedades que não desenvolveram a escrita?

10. De acordo com o texto, o que os historiadores podem descobrir por meio da análise das fontes históricas?

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GABARITO:

📝 Questões sobre Fontes Históricas

🔹 Objetivas (1 a 4)

1️ De acordo com o texto, as fontes históricas são:
a) Objetos modernos sem valor histórico.
b) Apenas documentos escritos.
c) Vestígios deixados por sociedades do passado.
d) Apenas construções antigas.
Resposta: c

2️ Quando os historiadores estudam cartas, leis e contratos, estão utilizando que tipo de fonte?
a) Oral.
b) Iconográfica.
c) Audiovisual.
d) Escrita.
Resposta: d

3️ Qual alternativa apresenta apenas exemplos de fontes materiais?
a) Fotografias, vídeos e filmes.
b) Ferramentas, roupas e moedas.
c) Cartas, contratos e livros.
d) Pinturas, desenhos e gravuras.
Resposta: b

4️ Sobre as fontes orais, é correto afirmar que:
a) São baseadas em relatos, histórias e depoimentos.
b) São registros encontrados apenas em museus.
c) Correspondem exclusivamente às leis antigas.
d) Não são consideradas fontes históricas.
Resposta: a


🔸 Discursivas (5 a 10)

5️ De acordo com o texto, o que são fontes históricas?
Gabarito: São os vestígios deixados por sociedades do passado e que ajudam na construção do conhecimento sobre a história da humanidade.

6️ Cite dois exemplos de fontes materiais mencionados no texto.
Gabarito: Ferramentas e moedas (ou também roupas, armas, utensílios e construções).

7️ O que são fontes iconográficas, segundo o texto?
Gabarito: São imagens, como pinturas, fotografias, gravuras, desenhos e esculturas.

8️ De acordo com o texto, para que servem as fontes históricas?
Gabarito: Servem para que os historiadores analisem, interpretem e compreendam como as pessoas viviam, pensavam e se organizavam em diferentes tempos e espaços.

9️ Por que, segundo o texto, os historiadores usam mais as fontes materiais, orais e iconográficas para estudar sociedades que não desenvolveram a escrita?
Gabarito: Porque essas sociedades não deixaram documentos escritos, então os historiadores dependem de outros tipos de vestígios, como materiais, orais e iconográficos.

🔟 De acordo com o texto, o que os historiadores podem descobrir por meio da análise das fontes históricas?
Gabarito: Como as pessoas viviam, pensavam e se organizavam em diferentes tempos e espaços.


terça-feira, 26 de julho de 2022

Período Entre Guerras - 9º Ano

 


Extraído: Caderno do Futuro 8º ano, pág. 94



Brasil Império - Primeiro Reinado

 

BRASIL IMPÉRIO

Tradicionalmente, dividimos o Brasil Império em três fases:

 

·         Primeiro Reinado (1822-1831)

·         Período Regencial (1831-1840)

·         Segundo Reinado (1840-1889)

 

Primeiro Reinado (1822-1831)

Mesmo após a permanência de D. Pedro I e a instauração de uma monarquia independente nos trópicos, o início do período imperial foi bastante conturbado, acumulando diversas crises. O imperador, apesar de ter proclamado a independência do Brasil, ainda buscava assegurar os interesses de Portugal ao mesmo tempo em que precisava conter a fragmentação de seu território.

Havia, no Brasil, grupos mais conservadores e outros de inclinação mais liberal. Temas como o abolicionismo, mais liberdade para negociar produtos livremente, entre outros, despertavam reações calorosas nos debates.

No início de 1823, D. Pedro I deu início à formação de uma Assembleia Constituinte para a elaboração de uma Constituição para o país. A Assembleia chegou a ser dissolvida por D. Pedro I, em novembro de 1823, por não concordar com os termos que limitavam seus poderes. Esse episódio ficou conhecido como Noite da Agonia. A versão final da Constituição de 1824 foi outorgada no dia 24 de março e possuía um caráter centralizador, dando, inclusive, poderes “sagrados” ao imperador.

Nesse contexto, no Nordeste do país, mais especificamente na Província de Pernambuco, iniciou-se um movimento revoltoso exigindo mais autonomia em relação ao Império. A revolta acabou espalhando-se por outras províncias da região, como Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte, formando a Confederação do Equador.

O movimento foi severamente reprimido pelo governo, e a Província de Pernambuco acabou, inclusive, perdendo parte do seu território para a Província da Bahia. Os líderes da rebelião foram enforcados ou fuzilados, como Frei Caneca (1779-1825), e outros foram aprisionados, como Cipriano Barata (1762-1838). Com isso, no Nordeste, onde a popularidade de D. Pedro I já não era das melhores, sua figura passou a ser questionada cada vez mais.

Logo em seguida, o Brasil envolveu-se em um conflito internacional, a Guerra da Cisplatina (1825-1828), na tentativa de evitar a anexação da Cisplatina, atual Uruguai, às Províncias Unidas do Rio da Prata, atual Argentina. Nessa guerra, o Império acumulou uma série de derrotas, além de contrair dívidas, minando ainda mais a popularidade do imperador. Como resolução do conflito, ambas as partes concordaram em abrir mão do território, reconhecendo, então, em 1828, a independência da República Oriental do Uruguai.

Durante as crises do Primeiro Reinado, o Partido Brasileiro (estabelecido informalmente após a vinda da família real portuguesa para o Brasil e composto por comerciantes, latifundiários e proprietários de escravos que lutavam pelos interesses do território americano) passou a ocupar um papel de oposição a D. Pedro I, ao passo que o Partido Português ofereceu apoio ao imperador.

Após inúmeros desgastes, os portugueses organizaram uma recepção ao Imperador no dia 13 de março de 1831, mas foram surpreendidos por pedras e garrafas arremessadas por brasileiros. Esse episódio ficou conhecido como Noite das Garrafadas.

Nessa época, Portugal vivia também uma profunda crise após a morte de D. João VI, pai de D. Pedro I, em razão da sucessão do trono português. Todo esse cenário resultou, em 7 de abril de 1831, na abdicação de D. Pedro I ao trono brasileiro. O imperador decidiu voltar para Portugal, deixando seu filho, de apenas 5 anos, como sucessor do Império do Brasil.


Extraído: https://mundoeducacao.uol.com.br/historiadobrasil/brasil-imperio.htm

Índios do Brasil

 Texto e atividade sobre Índios do Brasil, para 7º Ano.


CLIQUE AQUI PARA BAIXAR O ARQUIVO PDF.


Índios do Brasil – 7º ano


Introdução 

 Historiadores afirmam que antes da chegada dos europeus à América havia aproximadamente 100 milhões de índios no continente. Só em território brasileiro, esse número chegava 5 milhões de nativos, aproximadamente. Estes índios brasileiros estavam divididos em tribos, de acordo com o tronco linguístico ao qual pertenciam: tupi-guarani (região do litoral), macro-jê ou tapuia (região do Planalto Central), aruaque (Amazônia) e caraíba (Amazônia).

 Atualmente, calcula-se que apenas 400 mil índios ocupam o território brasileiro, principalmente em reservas indígenas demarcadas e protegidas pelo governo. São cerca de 200 etnias indígenas e 170 línguas. Porém, muitas delas não vivem mais como antes da chegada dos portugueses. O contato com o homem branco fez com que muitas tribos perdessem sua identidade cultural.

 

História: a sociedade indígena na época da chegada dos portugueses

 O primeiro contato entre índios e portugueses em 1500 foi de muita estranheza para ambas as partes. As duas culturas eram muito diferentes e pertenciam a mundos completamente distintos. Sabemos muito sobre os índios que viviam naquela época, graças a Carta de Pero Vaz de Caminha (escrivão da expedição de Pedro Álvares Cabral) e aos documentos deixados pelos padres jesuítas.

 Os indígenas que habitavam o Brasil em 1500 viviam da caça, da pesca e da agricultura de milho, amendoim, feijão, abóbora, bata-doce e principalmente mandioca. Esta agricultura era praticada de forma bem rudimentar, pois utilizavam a técnica da coivara (derrubada de mata e queimada para limpar o solo para o plantio).

 Os índios domesticavam animais de pequeno porte como, por exemplo, porco do mato e capivara. Não conheciam o cavalo, o boi e a galinha. Na Carta de Caminha é relatado que os índios se espantaram ao entrar em contato pela primeira vez com uma galinha.

 As tribos indígenas possuíam uma relação baseada em regras sociais, políticas e religiosas. O contato entre as tribos acontecia em momentos de guerras, casamentos, cerimônias de enterro e no momento de estabelecer alianças contra um inimigo comum.

 Os índios faziam objetos utilizando as matérias-primas da natureza. Vale lembrar que índio respeita muito o meio ambiente, retirando dele somente o necessário para a sua sobrevivência. Desta madeira, construíam canoas, arcos e flechas e suas habitações (oca). A palha era utilizada para fazer cestos, esteiras, redes e outros objetos. A cerâmica também era muito utilizada para fazer potes, panelas e utensílios domésticos em geral. Penas e peles de animais serviam para fazer roupas ou enfeites para as cerimônias das tribos. O urucum era muito usado para fazer pinturas no corpo.

 

Resumo sobre a organização social dos índios brasileiros

 Entre os indígenas não há classes sociais como a do homem branco. Todos têm os mesmos direitos e recebem o mesmo tratamento. A terra, por exemplo, pertence a todos e quando um índio caça, costuma dividir com os habitantes de sua tribo. Apenas os instrumentos de trabalho (machado, arcos, flechas, arpões) são de propriedade individual. O trabalho na tribo é realizado por todos, porém possui uma divisão por sexo e idade. As mulheres são responsáveis pela comida, crianças, colheita e plantio. Já os homens da tribo ficam encarregados do trabalho mais pesado: caça, pesca, guerra e derrubada das árvores.

 Duas figuras importantes na organização das tribos são o pajé e o cacique. O pajé é o sacerdote da tribo, pois conhece todos os rituais e recebe as mensagens dos deuses. Ele também é o curandeiro, pois conhece todos os chás e ervas para curar doenças. Ele que faz o ritual da pajelança, onde evoca os deuses da floresta e dos ancestrais para ajudar na cura. O cacique, também importante na vida tribal, faz o papel de chefe, pois organiza e orienta os índios. 

 A educação indígena é bem interessante. Os pequenos índios, conhecidos como curumins, aprender desde pequenos e de forma prática. Costumam observar o que os adultos fazem e vão treinando desde cedo. Quando o pai vai caçar, costuma levar o indiozinho junto para que este aprender. Portanto a educação indígena é bem prática e vinculada a realidade da vida da tribo indígena. Quando atinge os 13 os 14 anos, o jovem passa por um teste e uma cerimônia para ingressar na vida adulta.

 

Os contatos entre indígenas e portugueses

 Como dissemos, os primeiros contatos foram de estranheza e de certa admiração e respeito. Caminha relata a troca de sinais, presentes e informações. Quando os portugueses começam a explorar o pau-brasil das matas, começam a escravizar muitos indígenas ou a utilizar o escambo. Davam espelhos, apitos, colares e chocalhos para os indígenas em troca de seu trabalho. 

 O canto que se segue foi muito prejudicial aos povos indígenas. Interessados nas terras, os portugueses usaram a violência contra os índios. Para tomar as terras, chegavam a matar os nativos ou até mesmo transmitir doenças a eles para dizimar tribos e tomar as terras. Esse comportamento violento seguiu-se por séculos, resultando no pequeno número de índios que temos hoje.

 A visão que o europeu tinha a respeito dos índios era eurocêntrica. Os portugueses achavam-se superiores aos indígenas e, portanto, deveriam dominá-los e colocá-los ao seu serviço. A cultura indígena era considerada pelos europeus como sendo inferior e grosseira. Dentro desta visão, acreditavam que sua função era convertê-los ao cristianismo e fazer os índios seguirem a cultura europeia. Foi assim que, aos poucos, os índios foram perdendo sua cultura e sua identidade.

 

A prática do canibalismo dos índios no Brasil colonial

Algumas tribos eram canibais como, por exemplo, os tupinambás que habitavam o litoral da região sudeste do Brasil. A antropofagia era praticada, pois acreditavam que ao comerem carne humana do inimigo estariam incorporando a sabedoria, valentia e conhecimentos. Desta forma, não se alimentavam da carne de pessoas fracas ou covardes. A prática do canibalismo era feira em rituais simbólicos.

  

Religião Indígena: resumo das principais características

 Cada nação indígena possuía crenças e rituais religiosos diferenciados. Porém, todas as tribos acreditavam nas forças da natureza e nos espíritos dos antepassados. Para estes deuses e espíritos, faziam rituais, cerimônias e festas. O pajé era o responsável por transmitir estes conhecimentos aos habitantes da tribo. Algumas tribos chegavam a enterrar o corpo dos índios em grandes vasos de cerâmica, onde além do cadáver ficavam os objetos pessoais. Isto mostra que estas tribos acreditavam numa vida após a morte.

 

Principais etnias indígenas brasileiras na atualidade e população estimada 

 - Ticuna (35.000), Guarani (30.000), Caiagangue (25.000), Macuxi (20.000), Terena (16.000), Guajajara (14.000), Xavante (12.000), Ianomâmi (12.000), Pataxó (9.700), Potiguara (7.700).  Fonte: Funai (Fundação Nacional do Índio).

- De acordo com dados do Censo 2010 (IBGE), o Brasil possuía, em 2010, 896.917 indígenas. Este número correspondia a 0,47% da população do Brasil.

 

Você sabia?

 - O filho de índio com negro é chamado cafuzo. Já o filho de índio com branco é chamado de mameluco.

 

Fonte: https://www.suapesquisa.com/indios/

Última revisão: 07/01/2020
Por Jefferson Evandro Machado Ramos
Graduado em História pela Universidade de São Paulo - USP (1994)


 

✍️ QUESTÕES ✍️

 

1. Aproximadamente, quantos índios habitavam o Brasil na época da chegada dos Europeus ao continente americano?

 

(A)   5 milhões

(B)    10 milhões

(C)    5 mil

 

2. Marque aS alternativaS sobre os povos indígenas no Brasil:

 

(A)   Eles viviam em aldeias formadas por grandes casas, cada uma delas habitada por dezenas de pessoas ligadas pelo casamento e parentesco.

(B)    Os portugueses utilizaram muito bem as rivalidades entre os índios como arma de conquista.

(C)    Algumas aldeias possuíam pequenos celeiros, onde a produção era armazenada e monopolizada pelos chefes hereditários.

 

3. Em relação à religiosidade indígena, podemos afirmar que os índios eram:

(A)   Politeístas

(B)    Monoteístas

 

4. Os europeus tinham uma visão dos índios a partir da sua própria realidade europeia, a isso chamamos:

(A)   Visão eurocêntrica

(B)    Visão teocêntrica

(C)    Visão antropocêntrica

 

5. Tribo indígena do Brasil que praticava a antropofagia:

(A)   Maias

(B)    Tupinambás

(C)    Incas