História Pública
Tricia Magalhães Carnevale - Professora de História da Rede Pública. Blog pessoal, desde 2009.
Links para Pesquisas
segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
terça-feira, 30 de dezembro de 2025
📜 Fontes Históricas
Clique aqui para baixar a versão editável em Word: Fontes Históricas
ESCOLA
Disciplina: HISTORIA
Nome:
__________________________________________________________________ Turma:
____________ Data: ___________________
📜 Fontes Históricas
O trabalho dos
historiadores é possível graças às fontes históricas. Elas são os vestígios
deixados por sociedades do passado e que ajudam na construção do conhecimento
sobre a história da humanidade. Através dessas fontes, os historiadores
analisam, interpretam e compreendem como as pessoas viviam, pensavam e se
organizavam em diferentes tempos e espaços.
As fontes
históricas podem ser muito variadas. Existem as fontes materiais, que
são objetos, construções, ferramentas, roupas, armas, utensílios, moedas, entre
outros vestígios físicos. Também há as fontes escritas, como cartas,
livros, documentos oficiais, leis, contratos e inscrições em pedras ou
monumentos.
Além disso, há
as fontes iconográficas, que são imagens como pinturas, fotografias,
gravuras, desenhos e esculturas. As fontes orais também são muito
importantes e se baseiam nos relatos, histórias e depoimentos das pessoas sobre
acontecimentos do passado. Nos tempos mais recentes, surgiram também as fontes
audiovisuais, como filmes, vídeos e gravações.
É fundamental
lembrar que nem toda fonte é utilizada da mesma forma para todos os períodos.
Por exemplo, para estudar sociedades que não desenvolveram a escrita, como
muitos povos indígenas ou africanos antigos, os historiadores dependem muito
mais das fontes materiais, orais e iconográficas.
Portanto, as
fontes históricas são essenciais para que possamos entender o passado,
percebendo que a História não se constrói apenas com datas e fatos, mas sim com
a análise dos diversos vestígios que as sociedades deixaram ao longo do tempo.
🔹 Objetivas (1 a 4)
1. De acordo com o texto, as
fontes históricas são:
a) Objetos modernos sem valor histórico
b) Apenas documentos escritos
c) Vestígios deixados por sociedades do passado
d) Apenas construções antigas
2. Quando os historiadores
estudam cartas, leis e contratos, estão utilizando que tipo de fonte?
a) Oral
b) Iconográfica
c) Audiovisual
d) Escrita
3. Qual alternativa apresenta
apenas exemplos de fontes materiais?
a) Fotografias, vídeos e filmes
b) Ferramentas, roupas e moedas
c) Cartas, contratos e livros
d) Pinturas, desenhos e gravuras
4. Sobre as fontes orais, é
correto afirmar que:
a) São baseadas em relatos, histórias e depoimentos
b) São registros encontrados apenas em museus
c) Correspondem exclusivamente às leis antigas
d) Não são consideradas fontes históricas
🔸
Discursivas (5 a 10)
5. De acordo com o texto, o que
são fontes históricas?
6. Cite dois exemplos de fontes
materiais mencionados no texto.
7. O que são fontes iconográficas, segundo o texto?
8. De acordo com o texto, para
que servem as fontes históricas?
9. Por que, segundo o texto, os
historiadores usam mais as fontes materiais, orais e iconográficas para estudar
sociedades que não desenvolveram a escrita?
10. De acordo com o texto, o que os historiadores podem descobrir por meio da análise das fontes históricas?
Clique aqui para baixar a versão editável em Word: Fontes Históricas
GABARITO:
📝 Questões sobre Fontes
Históricas
🔹 Objetivas (1 a 4)
1️ De acordo com o texto, as
fontes históricas são:
a) Objetos modernos sem valor histórico.
b) Apenas documentos escritos.
c) Vestígios deixados por sociedades do passado.
d) Apenas construções antigas.
Resposta: c
2️ Quando os historiadores
estudam cartas, leis e contratos, estão utilizando que tipo de fonte?
a) Oral.
b) Iconográfica.
c) Audiovisual.
d) Escrita.
Resposta: d
3️ Qual alternativa apresenta
apenas exemplos de fontes materiais?
a) Fotografias, vídeos e filmes.
b) Ferramentas, roupas e moedas.
c) Cartas, contratos e livros.
d) Pinturas, desenhos e gravuras.
Resposta: b
4️ Sobre as fontes orais, é
correto afirmar que:
a) São baseadas em relatos, histórias e depoimentos.
b) São registros encontrados apenas em museus.
c) Correspondem exclusivamente às leis antigas.
d) Não são consideradas fontes históricas.
Resposta: a
🔸 Discursivas (5 a 10)
5️⃣ De acordo com o texto, o
que são fontes históricas?
Gabarito: São os vestígios deixados por sociedades do passado e que
ajudam na construção do conhecimento sobre a história da humanidade.
6️ Cite dois exemplos de
fontes materiais mencionados no texto.
Gabarito: Ferramentas e moedas (ou também roupas, armas, utensílios e
construções).
7️ O que são fontes
iconográficas, segundo o texto?
Gabarito: São imagens, como pinturas, fotografias, gravuras, desenhos e
esculturas.
8️ De acordo com o texto, para
que servem as fontes históricas?
Gabarito: Servem para que os historiadores analisem, interpretem e
compreendam como as pessoas viviam, pensavam e se organizavam em diferentes
tempos e espaços.
9️ Por que, segundo o texto,
os historiadores usam mais as fontes materiais, orais e iconográficas para
estudar sociedades que não desenvolveram a escrita?
Gabarito: Porque essas sociedades não deixaram documentos escritos,
então os historiadores dependem de outros tipos de vestígios, como materiais,
orais e iconográficos.
🔟 De acordo com o
texto, o que os historiadores podem descobrir por meio da análise das fontes
históricas?
Gabarito: Como as pessoas viviam, pensavam e se organizavam em
diferentes tempos e espaços.
terça-feira, 26 de julho de 2022
Brasil Império - Primeiro Reinado
BRASIL IMPÉRIO
Tradicionalmente, dividimos o Brasil
Império em três fases:
·
Primeiro Reinado
(1822-1831)
·
Período Regencial
(1831-1840)
·
Segundo Reinado
(1840-1889)
Primeiro Reinado
(1822-1831)
Mesmo após a permanência de D.
Pedro I e a instauração de uma monarquia independente nos trópicos, o
início do período imperial foi bastante conturbado, acumulando diversas
crises. O imperador, apesar de ter proclamado a independência do Brasil, ainda
buscava assegurar os interesses de Portugal ao mesmo tempo em que precisava
conter a fragmentação de seu território.
Havia, no Brasil, grupos mais
conservadores e outros de inclinação mais liberal. Temas como o abolicionismo,
mais liberdade para negociar produtos livremente, entre outros, despertavam
reações calorosas nos debates.
No início de 1823, D. Pedro I deu
início à formação de uma Assembleia Constituinte para a elaboração de uma
Constituição para o país. A Assembleia chegou a ser dissolvida por D. Pedro I,
em novembro de 1823, por não concordar com os termos que limitavam seus
poderes. Esse episódio ficou conhecido como Noite da Agonia. A versão final
da Constituição de 1824 foi
outorgada no dia 24 de março e possuía um caráter centralizador, dando,
inclusive, poderes “sagrados” ao imperador.
Nesse contexto, no Nordeste do
país, mais especificamente na Província de Pernambuco, iniciou-se um movimento
revoltoso exigindo mais autonomia em relação ao Império. A revolta acabou
espalhando-se por outras províncias da região, como Paraíba, Ceará e Rio Grande
do Norte, formando a Confederação do Equador.
O movimento foi severamente
reprimido pelo governo, e a Província de Pernambuco acabou, inclusive,
perdendo parte do seu território para a Província da Bahia. Os líderes da
rebelião foram enforcados ou fuzilados, como Frei Caneca (1779-1825), e outros
foram aprisionados, como Cipriano Barata (1762-1838). Com isso, no Nordeste,
onde a popularidade de D. Pedro I já não era das melhores, sua figura passou a
ser questionada cada vez mais.
Logo em seguida, o Brasil
envolveu-se em um conflito internacional, a Guerra da
Cisplatina (1825-1828), na tentativa de evitar a anexação da
Cisplatina, atual Uruguai, às Províncias Unidas do Rio da Prata, atual
Argentina. Nessa guerra, o Império acumulou uma série de derrotas, além de
contrair dívidas, minando ainda mais a popularidade do imperador. Como
resolução do conflito, ambas as partes concordaram em abrir mão do território,
reconhecendo, então, em 1828, a independência da República Oriental do Uruguai.
Durante as crises do Primeiro Reinado, o Partido Brasileiro
(estabelecido informalmente após a vinda da família real portuguesa para o
Brasil e composto por comerciantes, latifundiários e proprietários de escravos
que lutavam pelos interesses do território americano) passou a ocupar um papel
de oposição a D. Pedro I, ao passo que o Partido Português ofereceu apoio
ao imperador.
Após inúmeros desgastes, os
portugueses organizaram uma recepção ao Imperador no dia 13 de março de 1831,
mas foram surpreendidos por pedras e garrafas arremessadas por brasileiros.
Esse episódio ficou conhecido como Noite das Garrafadas.
Nessa época, Portugal vivia também
uma profunda crise após a morte de D. João VI, pai de D. Pedro I, em razão da
sucessão do trono português. Todo esse cenário resultou, em 7 de abril de 1831,
na abdicação de D. Pedro I ao trono brasileiro. O imperador decidiu
voltar para Portugal, deixando seu filho, de apenas 5 anos, como sucessor do
Império do Brasil.
Extraído: https://mundoeducacao.uol.com.br/historiadobrasil/brasil-imperio.htm
Índios do Brasil
Texto e atividade sobre Índios do Brasil, para 7º Ano.
CLIQUE AQUI PARA BAIXAR O ARQUIVO PDF.
Índios do Brasil –
7º ano
Introdução
Historiadores afirmam que antes da chegada dos europeus à América
havia aproximadamente 100 milhões de índios no continente. Só em território
brasileiro, esse número chegava 5 milhões de nativos, aproximadamente. Estes
índios brasileiros estavam divididos em tribos, de acordo com o tronco
linguístico ao qual pertenciam: tupi-guarani (região do litoral), macro-jê ou
tapuia (região do Planalto Central), aruaque (Amazônia) e caraíba (Amazônia).
Atualmente, calcula-se que apenas 400 mil índios ocupam o
território brasileiro, principalmente em reservas indígenas demarcadas e
protegidas pelo governo. São cerca de 200 etnias indígenas e 170 línguas.
Porém, muitas delas não vivem mais como antes da chegada dos portugueses. O
contato com o homem branco fez com que muitas tribos perdessem sua identidade
cultural.
História: a
sociedade indígena na época da chegada dos portugueses
O primeiro contato entre índios e portugueses em 1500 foi de muita
estranheza para ambas as partes. As duas culturas eram muito diferentes e
pertenciam a mundos completamente distintos. Sabemos muito sobre os índios que
viviam naquela época, graças a Carta de Pero Vaz de Caminha (escrivão da
expedição de Pedro Álvares Cabral) e aos documentos deixados pelos padres
jesuítas.
Os indígenas que habitavam o Brasil em 1500 viviam da caça, da
pesca e da agricultura de milho, amendoim, feijão, abóbora, bata-doce e
principalmente mandioca. Esta agricultura era praticada de forma bem
rudimentar, pois utilizavam a técnica da coivara (derrubada de mata e queimada
para limpar o solo para o plantio).
Os índios domesticavam animais de pequeno porte como, por exemplo,
porco do mato e capivara. Não conheciam o cavalo, o boi e a galinha. Na Carta
de Caminha é relatado que os índios se espantaram ao entrar em contato pela
primeira vez com uma galinha.
As tribos indígenas possuíam uma relação baseada em regras
sociais, políticas e religiosas. O contato entre as tribos acontecia em
momentos de guerras, casamentos, cerimônias de enterro e no momento de
estabelecer alianças contra um inimigo comum.
Os índios faziam objetos utilizando as matérias-primas da
natureza. Vale lembrar que índio respeita muito o meio ambiente, retirando dele
somente o necessário para a sua sobrevivência. Desta madeira, construíam
canoas, arcos e flechas e suas habitações (oca). A palha era utilizada para
fazer cestos, esteiras, redes e outros objetos. A cerâmica também era muito
utilizada para fazer potes, panelas e utensílios domésticos em geral. Penas e
peles de animais serviam para fazer roupas ou enfeites para as cerimônias das
tribos. O urucum era muito usado para fazer pinturas no corpo.
Resumo
sobre a organização social dos índios brasileiros
Entre
os indígenas não há classes sociais como a do homem branco. Todos têm os mesmos
direitos e recebem o mesmo tratamento. A terra, por exemplo, pertence a todos e
quando um índio caça, costuma dividir com os habitantes de sua tribo. Apenas os
instrumentos de trabalho (machado, arcos, flechas, arpões) são de propriedade
individual. O trabalho na tribo é realizado por todos, porém possui uma divisão
por sexo e idade. As mulheres são responsáveis pela comida, crianças, colheita
e plantio. Já os homens da tribo ficam encarregados do trabalho mais pesado:
caça, pesca, guerra e derrubada das árvores.
Duas figuras importantes na organização das tribos são o pajé e o
cacique. O pajé é o sacerdote da tribo, pois conhece todos os rituais e recebe
as mensagens dos deuses. Ele também é o curandeiro, pois conhece todos os chás
e ervas para curar doenças. Ele que faz o ritual da pajelança, onde evoca os
deuses da floresta e dos ancestrais para ajudar na cura. O cacique, também
importante na vida tribal, faz o papel de chefe, pois organiza e orienta os
índios.
A educação indígena é bem interessante. Os pequenos índios,
conhecidos como curumins, aprender desde pequenos e de forma prática. Costumam
observar o que os adultos fazem e vão treinando desde cedo. Quando o pai vai
caçar, costuma levar o indiozinho junto para que este aprender. Portanto a
educação indígena é bem prática e vinculada a realidade da vida da tribo
indígena. Quando atinge os 13 os 14 anos, o jovem passa por um teste e uma
cerimônia para ingressar na vida adulta.
Os contatos entre
indígenas e portugueses
Como dissemos, os primeiros contatos foram de estranheza e de
certa admiração e respeito. Caminha relata a troca de sinais, presentes e
informações. Quando os portugueses começam a explorar o pau-brasil das matas,
começam a escravizar muitos indígenas ou a utilizar o escambo. Davam espelhos,
apitos, colares e chocalhos para os indígenas em troca de seu trabalho.
O canto que se segue foi muito prejudicial aos povos indígenas.
Interessados nas terras, os portugueses usaram a violência contra os índios.
Para tomar as terras, chegavam a matar os nativos ou até mesmo transmitir
doenças a eles para dizimar tribos e tomar as terras. Esse comportamento
violento seguiu-se por séculos, resultando no pequeno número de índios que
temos hoje.
A visão que o europeu tinha a respeito dos índios era
eurocêntrica. Os portugueses achavam-se superiores aos indígenas e, portanto,
deveriam dominá-los e colocá-los ao seu serviço. A cultura indígena era
considerada pelos europeus como sendo inferior e grosseira. Dentro desta visão,
acreditavam que sua função era convertê-los ao cristianismo e fazer os índios
seguirem a cultura europeia. Foi assim que, aos poucos, os índios foram
perdendo sua cultura e sua identidade.
A
prática do canibalismo dos índios no Brasil colonial
Algumas tribos eram canibais como, por exemplo, os tupinambás que
habitavam o litoral da região sudeste do Brasil. A antropofagia era praticada,
pois acreditavam que ao comerem carne humana do inimigo estariam incorporando a
sabedoria, valentia e conhecimentos. Desta forma, não se alimentavam da carne
de pessoas fracas ou covardes. A prática do canibalismo era feira em rituais
simbólicos.
Religião Indígena:
resumo das principais características
Cada nação indígena possuía crenças e rituais religiosos
diferenciados. Porém, todas as tribos acreditavam nas forças da natureza e nos
espíritos dos antepassados. Para estes deuses e espíritos, faziam rituais,
cerimônias e festas. O pajé era o responsável por transmitir estes
conhecimentos aos habitantes da tribo. Algumas tribos chegavam a enterrar o
corpo dos índios em grandes vasos de cerâmica, onde além do cadáver ficavam os
objetos pessoais. Isto mostra que estas tribos acreditavam numa vida após a
morte.
Principais etnias
indígenas brasileiras na atualidade e população estimada
-
Ticuna (35.000), Guarani (30.000), Caiagangue (25.000), Macuxi (20.000), Terena
(16.000), Guajajara (14.000), Xavante (12.000), Ianomâmi (12.000), Pataxó
(9.700), Potiguara (7.700). Fonte: Funai (Fundação Nacional do Índio).
- De acordo
com dados do Censo 2010 (IBGE), o Brasil possuía, em 2010, 896.917 indígenas.
Este número correspondia a 0,47% da população do Brasil.
Você sabia?
- O
filho de índio com negro é chamado cafuzo. Já o filho de índio com branco é
chamado de mameluco.
Fonte: https://www.suapesquisa.com/indios/
Última revisão: 07/01/2020
Por Jefferson Evandro Machado Ramos
Graduado em História pela Universidade de São Paulo - USP (1994)
✍️ QUESTÕES ✍️
1. Aproximadamente,
quantos índios habitavam o Brasil na época da chegada dos Europeus ao
continente americano?
(A) 5
milhões
(B) 10
milhões
(C) 5 mil
2. Marque aS
alternativaS sobre os povos indígenas no Brasil:
(A)
Eles viviam em aldeias formadas por grandes
casas, cada uma delas habitada por dezenas de pessoas ligadas pelo casamento e
parentesco.
(B)
Os portugueses utilizaram muito bem as
rivalidades entre os índios como arma de conquista.
(C)
Algumas aldeias possuíam pequenos celeiros, onde
a produção era armazenada e monopolizada pelos chefes hereditários.
3. Em relação à
religiosidade indígena, podemos afirmar que os índios eram:
(A)
Politeístas
(B)
Monoteístas
4. Os europeus
tinham uma visão dos índios a partir da sua própria realidade europeia, a isso
chamamos:
(A)
Visão eurocêntrica
(B)
Visão teocêntrica
(C)
Visão antropocêntrica
5. Tribo indígena
do Brasil que praticava a antropofagia:
(A)
Maias
(B)
Tupinambás
(C)
Incas

