sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Ficha Biográfica

NOME:

NOME DOS PAIS:

DATA E LOCAL DE NASCIMENTO:

PROFISSÃO OU OCUPAÇÃO PRINCIPAL:

FILHOS:

AINDA VIVE (se não, coloque a data de falecimento):

SOBRE SUA VIDA:






sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Continente Africano em 1914


Fonte: SOUSA, Manoel Alves de. Brasil Afro-Brasileiro: Cultura, História e Memória. Fortaleza: Editora IMEPH, 2008. Pág. 27.



segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Contextualizando a Independência da América Espanhola

Simón Bolívar não conseguiu unificar a América. Atualmente, contudo, os países da América do Sul perceberam a importância de se unirem para enfrentar as grandes potências industriais e econômicas. Para isso, organizaram-se em dois blocos econômicos: o Pacto Andino ou comunidade Andina, criado em 1969, e o MERCOSUL (Mercado Comum do Sul), criado em 1991. Este último só admite nações com instituições políticas e democráticas.

Pesquise e responda:
a) Quais são os países membros de cada um desses blocos?
b) Onde fica a sede deles?
c) Quais são os objetivos dessas organizações?
d) Qual desses blocos tem a economia mais forte?
e) Qual bloco defende a criação de uma moeda única? O que isso quer dizer?
f) Anexe ao seu trabalho um mapa apontando os países membros de cada bloco. Não se esqueça da legenda.

Comunidade Andina
http://pt.wikipedia.org/wiki/Comunidade_Andina_de_Na%C3%A7%C3%B5es

http://www.comunidadandina.org/

http://www.global21.com.br/blocoseconomicos/bloco.asp?cod=4

http://www.brazil-brasil.com/content/view/128/105/

MERCOSUL
http://www.mercosul.gov.br/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Mercado_Comum_do_Sul

http://www.brasilescola.com/geografia/mercosul.htm

http://www.suapesquisa.com/mercosul/

Adaptado de RODRIGUE, Joelza Ester. História em documento. Imagem e Texto. 8º Ano. São Paulo: FTD, 2001. Página 110.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

1492 - A Conquista do Paraíso



Sinopse: 492 - A Conquista do Paraíso é uma grande aventura com cenas deslumbrantes captadas pelo diretor Ripley Scott (Gladiador, Alien e Blade Runner- O Caçador de Andróides) estrelada por Gérard Depardieu, Armand Assante e Sigourney Weaver. Depardieu interpreta Cristóvão Colombo, um intrépido navegador que descobre uma nova rota para chegar às índias, porém não deixa de estar sujeito às traições e carnificinas que suas viagens trariam como conseqüência. O filme trata das duas primeiras viagens que se tornaram um marco na vida desse almirante e nos leva a terceira e última etapa da deslumbrante aventura. Bravura e cegueira, triunfo e desespero e a arrogância do Velho Mundo, em contraste a inocência do Novo Mundo, sucedem, nessa ordem, uma história adiada porque o de paixão extremados. É a Conquista do Paraíso, o começo de uma nova era.

Fonte: http://www.cinepop.com.br/filmes/1942.htm

Joana D'Arc - Filme



Sinopse: O ano é 1429. A França está em convulsão política e religiosa, com os membros da família real em luta pelo domínio do trono. Mas uma camponesa de uma aldeia remota dá ao seu país o milagre que ele estava procurando. Mila Jojovich (O Quinto Elemento) é Joana D'arc, uma jovem que inspira e lidera seus conterrâneios até sua execução aos 19 anos. Criada em uma família religiosa, Joana testemunha o estupro e morte da irmã pelas mãoes de um exército invasor. Anos depois de , com a guerra ainda em curso, Joana vai até seu rei levando uma mensagem que ela atribui a Deus: dar-lhe um exército e, em nome de Deus, ela reclamará o seu reino de volta.Mas seria uma mensagem real ou delírio de uma garota traumatizada? Este emocionante épico de Luc Besson (O Quinto Elemento) explora a vida de Joana D'Arc, suas impressionantes vitórias, o relacionamento com Deus e a trpagica morte. Cor-estrelando John Malkovich e os vencedores do Oscar Dustin Hoffman e Faye Dunaway, JOANA D'ARC é uma visão moderna de uma santa medieval que cativa as pessoas até hoje.

Fonte: http://downloadcatolico.blogspot.com/2009/04/joana-darc-de-luc-besson-1999.html

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Colônias Hispano-Americanas


Retirado de PILETTI, Claudino, PILETTI, Nelson. História & Vida Integrada. 7ª Série. São Paulo: Ática, 2002. P. 121.





Retirado de BOULOS JÚNIOR, Alfredo. História - Sociedade & Cidadania. 8º Ano. São Paulo: FTD, 2006. P. 169.





sexta-feira, 28 de agosto de 2009

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Idade Média




Linha do Tempo

476 - Queda do
Império Romano do Ocidente

800 - Coroação de Carlos Magno

1096 - Início das Cruzadas

1337 - Início da Guerra dos Cem Anos

1453 - Tomada de
Constantinopla pelos turcos

A
Idade Média, de acordo com a divisão clássica da história, é o período que vai da queda do Império Romano do Ocidente, em 476, até a tomada de Constantinopla pelos turcos, em 1453. Neste período a Europa viveu o desenvolvimento, a consolidação e a dissolução do feudalismo.

A
Alta Idade Média (do século V ao X) corresponde ao período de formação e consolidação do feudalismo.

A
Baixa Idade Média (do século XI ao XV) abrange tanto o período de apogeu do feudalismo como o da sua desintegração.

Fonte: Projeto Araribá - História 7º Ano, página 16.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Revolução cubana, 50

O aniversário da ascensão de Fidel Castro ao poder traz a oportunidade de discutir os rumos do socialismo e dos capitalismo e as diferenças entre esquerda e direita


Ana Rita Martins (ana.martins@abril.com.br)

HASTA LA VICTORIA Um grupo
guerrilheiro liderado por Fidel Castro
(à esq.) e Che Guevara depôs o governo
em 1959. Foto: AFP


Poucos assuntos são tão polêmicos e complexos de abordar em sala quanto a Revolução Cubana, que acaba de completar 50 anos. Tratado segundo diferentes visões de mundo pela imprensa, o tema pode deixar a garotada repleta de dúvidas, que os livros didáticos não costumam ajudar muito a resolver. Se já existe economia de mercado na ilha, por que Cuba ainda é tratada como um país socialista? Seu governo pode ser considerado de esquerda pelos padrões de hoje? Os avanços nas áreas sociais compensam a falta de liberdade e a pobreza?

Você pode encarar o saudável desafio de responder a todas essas questões apoiado em sólidos conhecimentos. Para isso, é preciso apresentar à turma duas oposições clássicas do terreno político: esquerda x direita e socialismo x capitalismo. O ponto fundamental é que os quatro termos sejam analisados como conceitos históricos, cujo significado é continuamente revisto para dar conta das transformações do mundo ou do aparecimento de novas interpretações.

Um caminho é começar examinando a realidade cubana antes da revolução. Em 1959, o país tinha uma das maiores rendas per capita do Caribe, mas a estatística escondia uma brutal desigualdade. Enquanto alguns poucos se beneficiavam da exportação de açúcar, a maioria da população vivia na penúria, sem acesso a serviços públicos e enfrentando altas taxas de desemprego.

A presença dos Estados Unidos, país que em 1888 ajudou a ilha a se livrar de quatro séculos de colonização espanhola (leia
Fatos que marcaram uma ilha), era ostensiva: empresários americanos controlavam a economia, dominando 75% das terras agricultáveis. Sob os olhos complacentes do ditador Fulgencio Batista, a capital, Havana, virou um paraíso de cassinos e bordéis, que atraíram milhares de estrangeiros especialmente entre 1920 e 1933, período em que a venda e o consumo de álcool foram proibidos nos EUA.


Fatos que marcaram uma ilha

1888 Com a ajuda dos Estados Unidos, o país consegue a independência da Espanha. Mas os americanos cobram um preço alto: o direito de intervir nos assuntos internos.

1953 O jovem Fidel Castro e mais 165 homens tentam tomar os quartéis cubanos para depor o ditador Fulgencio Batista. Acaba preso por dois anos. Depois, exila-se no México.

1956 Fidel e outros 81 exilados, incluindo o argentino Ernesto “Che” Guevara, retornam a Cuba e se estabelecem na região de Sierra Maestra, iniciando uma guerrilha.

1959 A guerrilha de Fidel, Raúl Castro e Che Guevara derrota as forças de Batista e toma Havana, fuzilando ex-membros do governo. Acuado, o ditador foge para o exílio.

1960 Cuba passa a fornecer açúcar à União Soviética em troca de petróleo a preços subsidiados. Essa transação é fundamental para o investimento em Educação e saúde.

1961 Exilados cubanos treinados pelos EUA planejam derrubar Fidel, na tentativa de invasão da baía dos Porcos. Com o apoio da URSS, os revolucionários vencem.

1962 Em resposta à instalação de mísseis soviéticos na ilha, americanos impõem um bloqueio a Cuba e instalam mísseis na Turquia, quase gerando uma guerra nuclear.

1991 Com a dissolução da União Soviética, Cuba perde seu principal parceiro comercial e afunda numa crise econômica, com constantes blecautes e falta de alimentos.

2008 Fidel Castro renuncia à presidência. Seu irmão, Raúl Castro, assume o poder e anuncia reformas liberalizantes, abrindo a economia do país.

2009 Barack Obama, novo presidente americano, se diz disposto a conversar com Cuba e sinaliza com o fim do bloqueio econômico se houver democracia.


Na luta pela igualdade, reformas políticas polêmicas

BEM PARA QUEM?
A propaganda exalta o governo socialista,
mas a população não é livre para opinar.
Foto: AFP



Foi nesse cenário de terra arrasada que um grupo de guerrilheiros liderados por Che Guevara, Fidel Castro e seu irmão Raúl tomou o poder, em 1º de janeiro de 1959. De cara, centenas de simpatizantes de Batista foram julgados por abuso dos direitos humanos e crimes de guerra. Muitos foram fuzilados. Outros, sentenciados à prisão perpétua.

A ascensão dos guerrilheiros veio acompanhada de ambiciosas reformas políticas, que incluíram melhoria e ampliação de serviços públicos, especialmente de saúde e Educação (que passaram a ser gratuitos para todos), reforma agrária (com a nacionalização das terras e de empresas privadas que estavam em mãos americanas) e a planificação da economia (salários, metas de produção e empregos passaram a ser controlados pelo governo central). Consolidando uma aproximação com a União Soviética (URSS), de quem Cuba recebia petróleo e alimentos em troca de açúcar, Fidel declarou num discurso, em maio de 1961, que seu regime era socialista.

O termo define um sistema socioeconômico em que o Estado é dono de todos os serviços e atividades produtivas de um país. Seu objetivo principal é garantir a igualdade, fazendo com que a riqueza e as oportunidades sejam distribuídas para todos os cidadãos. Para o filósofo alemão Karl Marx (1818-1883), o socialismo era visto como um estágio transitório, um caminho que transportaria uma sociedade do capitalismo ao comunismo, um sistema sem classes nem governo.

O avanço do socialismo por diversos países – nas décadas de 1950 e 60, um terço da população mundial era governada por esse regime – redefiniu outro conceito clássico da política, o de esquerda. Originário da Revolução Francesa (1789-1799), quando designava a posição que os deputados radicais ocupavam no plenário da Assembleia Constituinte, o termo passou a ser sinônimo de socialismo e comunismo. Até hoje, o conceito mais aceito é o de filósofos como o italiano Norberto Bobbio (1909-2004), que coloca a defesa da igualdade como o critério que separa esquerda e direita.




Fim da URSS trouxe crise à ilha e questionou: o que é esquerda?

PARA CUBANO VER Na capital Havana,
resorts e hotéis de luxo convivem com
moradias em estado precário.
Foto: Getty Images / Steen Larsen


Atenção, porém, para não cair no maniqueísmo: dizer que a direita é inigualitária não significa dizer que ela é má. Em sua obra, Bobbio diz que os direitistas consideram que as desigualdades são úteis porque melhoram a sociedade (por meio da meritocracia, os melhores e mais bem preparados ganham mais, o que os incentiva a evoluir). Eles também argumentam que, sempre que se tenta obter a igualdade, sufoca-se a liberdade, o valor principal para os direitistas. Não é à toa que o capitalismo, sistema socioeconômico mais identificado com a direita, tem como bases teóricas uma série de liberdades – de abrir empresas, de escolher sócio, de decidir seu patrão etc.

Conforme a História seguiu seu curso, o significado dos termos foi se alterando. As práticas autoritárias dos governos socialistas, por exemplo, fizeram com que o conceito fosse associado ao totalitarismo e ao desrespeito aos direitos humanos. Por outro lado, a queda do Muro de Berlim, em 1989, e a dissolução da URSS, em 1991, abalaram a esquerda. Sua “morte” foi decretada em 1992 pelo cientista político Francis Fukuyama, argumentando que todas as alternativas políticas de esquerda haviam sido derrotadas pelo capitalismo.

Se existe alguma certeza entre os especialistas é que a implosão dos regimes socialistas serviu para descolar a associação automática entre socialismo e esquerda e entre capitalismo e direita. “Percebemos que não houve apenas a esquerda comunista, houve também, e há ainda, uma esquerda no interior do regime capitalista”, escreveu Norberto Bobbio, para quem a igualdade continua sendo o norte que separa as duas ideologias. Outros pesquisadores, porém, apontam que os movimentos de esquerda atuais se abrigam sob um guarda-chuva mais amplo de ideologias, que incluem o combate ao autoritarismo e a defesa da nãoviolência. Mas isso está longe de ser um consenso. Movimentos antiglobalização, por exemplo, rejeitam essa postura, argumentando que os protestos pacíficos não conseguiram mudar nada.

Por fim, para estudiosos como o sociológo Anthony Giddens, simplesmente não faz sentido seguir usando esses conceitos, pois eles não dão mais conta de explicar o cenário político do século 21. “Presenciei esse embaralhamento de conceitos em 1989, quando estive na União Soviética para estudar a perestróica, a abertura econômica e financeira do país. Na época, os comunistas ortodoxos, que não queriam mudanças, eram chamados de direitistas, enquanto os que defendiam transformações para a economia de mercado eram considerados esquerdistas. Eu esperava o contrário”, diz Ângelo Segrillo, historiador da Universidade de São Paulo e pesquisador do Instituto Pushkin, de Moscou, na Rússia.



Hoje, o socialismo em Cuba dá espaço para o livre mercado

E Cuba com isso? Pelas definições atuais, é controverso encarar seu governo como “de esquerda” – isso se considerarmos que o conceito ainda é válido. Afinal, a revolução produziu uma casta de funcionários públicos privilegiados (o que fere o critério de igualdade), segue aplicando a pena de morte (o que atinge o princípio da não-violência) e bloqueia a livre manifestação de opositores (o que impede o combate ao autoritarismo).

O socialismo, por sua vez, também não é mais o mesmo. A mudança mais inf luente vem da China e atende pelo nome de “socialismo de mercado”, caracterizado por uma abertura para a livre iniciativa e a concorrência em algumas áreas da economia, enquanto o governo continua controlando com mão forte o poder político. Cuba tem seguido a mesma tendência. Algumas medidas do atual presidente Raúl Castro sinalizam concessões ao capitalismo: o direito à propriedade de imóveis, a permissão do uso de hotéis e o acesso a bens de consumo.

Também é inegável que 50 anos de socialismo produziram avanços. Hoje, a ilha ostenta índices sociais dignos de países desenvolvidos. A taxa de analfabetismo é de apenas 0,2% (a segunda melhor do mundo), a mortalidade infantil é a menor das Américas e todos têm casa e comida garantidos pelo governo. Em compensação, a alimentação é racionada, faltam produtos básicos e a ilha sofre com apagões de energia – para os defensores do regime, a penúria é causada pelo bloqueio imposto pelos Estados Unidos, que trava as transações comerciais de Cuba. Apresentar relatos para levar a turma a refletir se as conquistas compensam as privações econômicas e as restrições à liberdade de expressão é uma ótima forma aprofundar o debate.




Fonte: Revista Nova Escola



O que foi a revolução constitucionalista de 1932?

Movimento pela promulgação de uma constituição em São Paulo levou a uma das maiores lutas armadas internas no Brasil

Eliza Kobayashi (novaescola@atleitor.com.br)


Cartaz de convocação de voluntários.
Acervo do Instituto Histórico e Geográfico
de São Paulo. Foto: Renato Chaui


Antes de falar sobre a Revolução Constitucionalista de 1932, é preciso voltar alguns anos na história para buscar os embriões deste que foi um dos maiores movimentos armados da história do Brasil. Durante a República Velha (1889-1930), formou-se uma aliança entre os estados mais ricos e influentes do país na época, São Paulo e Minas Gerais, cujos representantes alternavam-se no posto da presidência da república naquilo que ficou conhecido como a "política do café com leite". Em 1930, porém, o presidente Washington Luís, representante dos paulistas, rompe a aliança com os mineiros e indica o governador de São Paulo Júlio Prestes como seu sucessor, que venceu as eleições. As oligarquias mineiras não aceitam o resultado e, por meio de um golpe de estado articulado com os estados do Rio Grande do Sul e da Paraíba, colocam Getúlio Vargas no poder.

"Getúlio vem com uma nova proposta de modernização do país. O grupo que chega ao poder pretende promover essas mudanças de maneira autoritária, sem consultas eleitorais", conta Alexandre Hecker, professor de História Contemporânea da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade Mackenzie. O novo presidente fecha o Congresso Nacional, anula a Constituição de 1891 e depõe governadores de diversos estados, passando a nomear interventores. As medidas desagradam profundamente as elites paulistas tradicionais. "Esses grupos, que eram ligados ao Partido Republicano Paulista (PRP) e haviam sido derrotados pela revolução de 1930, passam a trabalhar em oposição ao governo de Getúlio”, diz Alexandre. Já, a partir de 1931, se junta a essa elite deposta um “grupo mais moderno", que exige do governo a criação de uma carta magna que regesse a legislação do país - algo que Vargas vinha adiando cada vez mais - além de eleições gerais para presidente da república.

Ao mesmo tempo em que se formava esse grupo opositor, fortaleciam-se, em São Paulo, os chamados tenentistas, constituídos não apenas por militares, mas também de civis que agiam sob sua liderança. "Eles se reuniam no Clube Três de Outubro e apoiavam as ações do governo", explica o professor. "Havia diversas brigas de rua entre os estudantes do Largo São Francisco e esse grupo getulista, os tenentistas". No dia 23 de maio, essas forças se encontraram e se defrontaram nas ruas de São Paulo, o que resultou na morte de alguns estudantes em praça pública, que ficaram famosos como MMDC (sigla das iniciais dos quatro jovens mortos: Martis, Miragaia, Dráusio e Camargo. Mais tarde, adicionou-se a letra A, de Alvarenga, ao final da sigla, de outro jovem que acabou morto por causa do conflito).

Essas mortes foram o estopim que deu início no dia 9 de julho de 1932 à Revolução Constitucionalista. Com a ajuda dos meios de comunicação em massa, o movimento ganha apoio popular e mobiliza 35 mil homens pelo lado dos paulistas, contra 100 mil soldados do governo Vargas. "Havia uma possibilidade de que outros estados viessem em apoio ao governo do estado de São Paulo, mas ele ficou isolado e, com isso, se desenvolveu uma série de batalhas", destaca Alexandre. Foram quase três meses de batalhas sangrentas, encerradas em 2 de outubro daquele mesmo ano, com a derrota militar dos constitucionalistas. "Moralmente, porém, em termos de denúncia política, o movimento foi vencedor, porque logo depois do término do conflito, o governo federal convocou eleições para uma Assembleia Constituinte, que promulgou a Constituição do Brasil em 1934. Foi também quando, pela primeira vez no país, as mulheres participaram do processo eleitoral", ressalta o historiador.

O termo "revolução" para o movimento constitucionalista não é muito adequado àquilo que se propunha fazer, segundo o professor. "Não era uma revolução. Na verdade, desejava-se a normatização da legislação e do processo eleitoral, e não uma mudança no sentido de alteração das relações de poder ou qualquer coisa que significasse uma limitação no processo de desenvolvimento capitalista", afirma. Ele diz que, para alguns historiadores, o movimento é considerado até conservador e anti-revolucionário. "Era uma elite derrotada que queria voltar ao poder e encontraram nesse movimento uma desculpa para isso".


Fonte: Revista Nova Escola



terça-feira, 7 de julho de 2009

Que influências do pensamento francês ainda estão presentes no Brasil?


Modelo das universidades públicas é descendente do sistema educacional da França

Paula Sato (novaescola@atleitor.com.br)






Eventos do Ano da França no Brasil acontecem durante todo o ano de 2009
Foto: Divulgação

Os franceses fazem parte da história do Brasil desde o seu descobrimento. Mas, apesar do intenso comércio e das tentativas de colonizações, a maior influência foi no campo do pensamento e das artes, principalmente por conta dos portugueses, que trouxeram a cultura francesa para a colônia. "A presença dos franceses no Brasil sempre foi pontual, mas a França tinha prestígio no mundo todo do ponto de vista cultural", afirma Jorge Coli, professor titular de História da Arte e da Cultura da Unicamp. Um exemplo de todo esse prestígio é a Academia Brasileira de Letras, fundada por Machado de Assis em 1897 e diretamente inspirada na Academia Francesa.

No campo do pensamento, a França também foi de grande inspiração para os pensadores de todo o mundo. "A França era portadora dos ideais de direitos humanos e revolucionários, de uma visão política crítica. Thomas Jefferson dizia que todo intelectual tem duas pátrias, a dele e a França. Isso por causa do aporte crítico e da ideia da universalidade da razão, da liberdade que o país sempre defendeu", afirma Jorge Coli. No Brasil, um dos maiores exemplos dessa influência foi a Inconfidência Mineira. Seguindo o exemplo do Iluminismo francês, os revoltosos tinham como meta transformar Minas Gerais em uma República. Já no século 20, a França foi muito importante como contraponto ao americanismo e continuou sendo muito forte no Brasil até os anos 1970. "As manifestações contra a ditadura eram alimentadas pela movimentação francesa de 1968. Os jovens brasileiros liam livros franceses considerados subversivos", conta o professor.

No campo da educação, o modelo das universidades públicas brasileiras foi importado da França e até hoje é bem distante do modelo americano de ensino. "Na França não existem universidades particulares, o único diploma reconhecido é das escolas públicas. A USP foi criada em 1936 seguindo esse exemplo. E até alguns anos atrás, existiam na universidade cadeiras mantidas pelo governo francês", conta. O incentivo acabou ao mesmo tempo em que o governo da França parou de investir na difusão da sua cultura e perdeu seu lugar para a influência americana. Segundo o professor, a culpa foi da mudança política na França. "O General De Gaulle (que governou a França de 1958 a 1969) tinha uma visão imperialista de que a cultura francesa deveria estar presente em todos os países. Depois dele, houve uma espécie de pragmatismo e o investimento na divulgação da cultura é mínimo", explica.

Hoje, o governo brasileiro tenta reaproximar os dois países. E uma das formas de fazer isso é através do Ano da França no Brasil, série de eventos que acontecem em 2009. A idéia do Ministério da Cultura é não só resgatar o interesse pela França como também apresentar um país que o Brasil não conhece. “A imagem que está carimbada no inconsciente das pessoas é a da França dos monumentos, dos cartões postais e das guerras de Napoleão. Mas hoje o país é cosmopolita, formado por imigrantes e com uma forte cultura urbana. Pouca gente sabe, mas a França é o segundo país do mundo que mais tem cantores de rap”, exemplifica Beatriz Leandro, integrante do Comissariado Brasileiro do Ano da França no Brasil, da Diretoria de Relações Internacionais do Ministério da Cultura.




Fonte: Revista Nova Escola

Jogo do Castelo

Clique na imagem para ser redirecionado ao jogo.
Você sabe contar de 0 até 100??? Então vamos testar!!!
Atenção, este é um jogo infantil, para o 1º Segmento do Ensino Fundamental.
Boa Aventura!!!

Fonte: Revista Nova Escola

Para que serviam os castelos?

Construções da Idade Média serviam como fortes para a proteção do feudo

Paula Sato (novaescola@atleitor.com.br)

Fachada do Castelo de Beynac, na França. Foto: Divulgação

A principal função de um castelo não era servir de residência para o senhor feudal, mas sim como uma construção fortificada para proteger o feudo. Para entender porque é que eles surgiram, é preciso pensar sobre a Idade Média (entre os séculos 5 e 15). O período histórico surgiu após a dissolução do Império Romano. "A Europa se fragmentou, se perderam as rotas de comércio e transporte, a economia se organizou em unidades pequenas e independentes, chamadas feudos. Os castelos surgiram para defender essas unidades econômicas e todo feudo se estruturava em torno deles", explica Oswaldo Coggiola, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP).

Ou seja, um castelo não tem nada a ver com as construções luxuosas dos desenhos animados. O que acontece é uma mistura dos conceitos de castelos e palácios. "Há uma confusão histórica. O palácio existe desde o Império Romano e é basicamente uma casa luxuosa. Seu nome vem do latim 'palazzo', nome dado às residências dos imperadores que ficavam no Monte Palatino, em Roma. Outra característica é que os palácios são tipicamente urbanos, enquanto o castelo é rural", explica Coggiola. Se os palácios já existiam desde o Império Romano, os castelos de pedra surgiram só na metade da Idade Média e seu nome vem do latim "castellum", que significa "local fortificado".

Desde o Período Neolítico, os homens constroem fortificações. E os castelos são uma evolução de construções como a cidade de Jericó, Tróia e os fortes romanos. Os precursores dos castelos que se tornaram famosos surgiram já no começo da Idade Média, quando góticos, lombardos e francos se apoderaram das construções romanas e criaram as primeiras fortificações rurais. Porém, Kelly DeVries em seu livro Medieval Military Technology (Tecnologia Militar Medieval, inédito em português), conta que o que impulsionou a construção de grandes fortificações foi a invasão de vikings e húngaros. Frente à ameaça, Inglaterra e a Europa continental se sentiram a necessidade de construções capazes de conter o avanço inimigo. Os primeiros castelos surgiram ente os séculos 9 e 10 e foram construídos com madeira e terra. Os mais eficazes tinham um muro de madeira cercando uma colina de terra, com um grande pátio no centro. Porém, os castelos só se tornaram eficazes quando passaram a ser feitos de pedra. Kelly DeVries diz que não há evidências de quando os primeiros foram construídos. O que se sabe é que no século 12 essas construções dominavam a Europa. No início do reinado de Henrique II, em 1154, havia 274 castelos de pedra sob o domínio do rei.

A estrutura defensiva do castelo era impressionante. A primeira defesa era feita por um fosso que possuía as famosas pontes elevadiças. Ao redor do fosso, havia um muro externo, que poderia chegar a até 10 metros de altura e 8 metros de espessura. Em muitos castelos, esse muro também tinha muralhas, grandes blocos de pedra atrás dos quais os soldados podiam ficar em guarda. Os muros também podiam ter passarelas e aberturas por onde soldados e arqueiros atacavam os inimigos. Logo após os muros vinham as torres, estruturas mais altas e arredondadas, pelas quais se fazia o monitoramento. A porta de entrada, que ficava no muro dos castelos, também era uma estrutura de defesa. Chamada de cabine do portão, era um túnel com aberturas pelas quais se podia lançar flechas ou jogar líquidos quentes nos invasores. No fim do túnel, portas pesadas de madeira ofereciam mais um obstáculo. Depois de tudo isso, ainda podia existir mais um muro e torres internas, com as mesmas estruturas das externas. Em seguida, vinha o pátio, um espaço aberto onde o invasor ficava vulnerável ao ataque vindo das torres. No meio de tudo isso é que ficavam as outras estruturas nas quais viviam o senhor feudal, sua família, soldados e alguns súditos. Atrás dos muros havia a torre onde vivia o senhor feudal, a capela, os estábulos, os poços e os salões de exposição. Há controvérsias sobre qual seria o maior castelo já construído. Mas, segundo O livro Guinness dos Recordes, o maior castelo do mundo ainda em pé é o Castelo de Praga, com 70.000 m2.





Fonte: Revista Nova Escola


Quais foram os três maiores impérios da história?


Romanos, russos e britânicos dividem o posto de maiores impérios, graças às suas extensões territoriais, longevidade e contribuições que deixaram para o mundo

Eliza Kobayashi (novaescola@atleitor.com.br)


Exército romano, em cena do seriado Roma, exibido no canal de TV HBO.
Foto: Divulgação

Para definir quais foram os maiores impérios de todos os tempos, não basta levar em conta apenas a extensão territorial. "Existiram os muito grandes, mas que foram também muito efêmeros", diz o professor doutor Pedro Paulo Funari, do Departamento de História do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade de Campinas (Unicamp). Segundo ele, a duração e o legado de cada um deles também são fatores importantes nessa definição. É a partir desses critérios que são apontados os impérios romano, russo e britânico como os três maiores da história. "O mongol teve extensão maior que o romano, por exemplo, mas sua duração foi muito curta. Já o de Alexandre, o Grande, durou somente dez anos e chegou ao fim com sua morte", cita. "O império romano, por sua vez, além de ser muito extenso, existiu por quase oito séculos e deixou consequências muito duradouras, como as estradas construídas na época e que são usadas até hoje, e as leis, que foram transmitidas para diversas civilizações. Já os britânicos expandiram a língua inglesa e difundiram aquilo que caracteriza o mundo de hoje, que é a industrialização e a globalização", destaca o professor.

Embora tenham ocorrido em épocas diferentes, os três impérios carregam algumas características em comum. "Eles conviviam com um poder central e a diversidade cultural dos povos dominados - porém, de maneiras diferentes em cada um deles. Além disso, nos três casos fazia-se uso de uma língua de comunicação entre as elites: o latim, no romano; o inglês, no britânico; e o russo. Não é à toa que esses idiomas se tornaram tão importantes mundialmente", explica Pedro Funari. Mas as semelhanças não passam muito para além dessas esferas. Individualmente, cada um possuía características muito peculiares, desde a forma de conquista e administração até na sua relação com os povos dominados.

Império Romano
É o mais antigo entre os três. Teve suas origens no século 4 a.C.O poder centralizado não era tão forte, mas utilizavam-se mecanismos que garantiam a dominação dos povos conquistados. "O exército romano era poderosíssimo, baseado na tecnologia do ferro. Havia uma organização militar bem consolidada. Além disso, os colonizados eram aceitos como cidadãos romanos. Isso foi muito importante", afirma o professor Funari. Sua administração também era bastante organizada. "Era um tipo de império fundado em cidades, onde a vida girava em torno delas. Havia um excelente sistema viário - o melhor até a invenção dos trens - que fazia a comunicação entre elas, permitindo o transporte das tropas". O império teve seu fim entre os anos de 410 e 480, quando diversas áreas começaram a se desmembrar no ocidente e deixou de existir um governo centralizado, dando origem à formação de reinos bárbaros.

Império Russo
Teve início no século 16 e terminou com a Revolução Russa em 1917. "Formalmente, ele acabou, mas de certa forma continuou existindo como União Soviética até 1989", diz Pedro Funari. "Hoje em dia, a Rússia ainda mantém características de império. Sua extensão não é mais tão ampla como foi no passado, porém, ela chega até a China e ainda possui várias regiões que falam línguas diferentes". Essa foi, aliás, uma marca importante do poder russo: ao conquistar povos tanto do oriente quanto do ocidente, permitia-se que eles mantivessem suas línguas e culturas. Isso porque o poder político era fortemente centralizado na figura do czar. "Era um governo teocrático, e o principal elemento de aglutinação foi a igreja ortodoxa. Os chefes locais eram mantidos prestando tributos ao czar", explica o historiador. O império foi o maior em continuidade geográfica, diferentemente do romano, que se organizava em torno do Mar Mediterrâneo, e do britânico, que teve colônias espalhadas por todos os continentes.

Império Britânico
Foi o maior império descontinuo da história. Já no século 16, conquista a Irlanda, formando seus primeiros embriões. Mas foi só nos séculos 18 e 19 que os britânicos se consolidaram como grande império, ao dominar parte do continente africano e países como Índia, Austrália e Canadá. "Havia uma frase que dizia: 'O sol nunca se põe no império britânico", porque ele se espalhou por todo o mundo", comenta Pedro Funari. As principais características foram as suas bases na marinha e no domínio econômico sobre suas colônias, que produziam matéria-prima para a Inglaterra e consumiam seus produtos industrializados. "Era um império capitalista, enquanto o romano era escravista, e o russo, de servidão feudal", destaca o professor. O desenvolvimento da indústria no país foi o fator chave que permitiu um acúmulo de capital para investir em frotas marinhas e, com isso, conquistar suas colônias. Suas formas de controle também eram eficazes. "Eles fizeram alianças com elites locais, beneficiando-as, como, por exemplo, os marajás indianos", explica Pedro. O fim pode ser datado a partir da independência da Índia, em 1947. "Foi o primeiro grande golpe contra a coroa, em que sua maior joia foi perdida. As colônias na África também foram conquistando sua independência nos anos 50, e, já em 1970, a
Inglaterra já não formava mais um império - embora ainda hoje englobe as comunidades britânicas de suas ex-colônias", diz o professor.





Fonte: Revista Nova Escola