segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Novo Currículo 2012

Para os professores da rede estadual do Rio de Janeiro, em 2012, as escolas seguirão novo currículo, com o aumento dos tempos de algumas disciplinas como História e Geografia.









Clique no link abaixo para baixar o D.O. em pdf:

Arquivo em PDF

Clique no link para acessar o D.O. de 1 de dezembro de 2012, página 17:

D.O. - 01 /12 /2012



terça-feira, 22 de novembro de 2011

As 13 Colônias e a Guerra da Secessão - Atividade

Elaborei o seguinte trabalho para meus alunos:

Crie um texto relacionando as Treze colônias e a Guerra da Secessão.
Segue abaixo a resposta base.

As Treze Colônias e a Guerra da Secessão


Devido à diversificação na forma econômica e política de ocupação do território norte-americano pela Inglaterra, desenvolveram-se divergências entre as colônias do Norte e as colônias do Sul que eclodiram na Guerra da Secessão em 1861.

Bibliografia

ORDOÑEZ, Marlene. Caderno do Futuro: História. 8ª Série. São Paulo: IBEP, 2007. pp. 94-96.


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sábado, 19 de novembro de 2011

Seja um artesão na Grécia Antiga!!!

Sinta-se um artesão na Grécia Antiga, na verdade um designer de vasos!!!

Experimentei e achei bem legal, só faltou mais opções de figuras para enfeitar o vaso, mas o efeito depois de pronto é adorável!!!

Clique no endereço para acessar: http://www.schoolsliaison.org.uk/kids/greecepot.htm

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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Comissão aprova regulamentação da profissão de historiador


16/11/2011 16:09

Comissão aprova regulamentação da profissão de historiador

Arquivo/ Leonardo Prado
Alice Portugal
Alice Portugal retirou a exigência de inscrição em conselho de fiscalização do exercício profissional.
A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou proposta que regulamenta o exercício da profissão de historiador. De acordo com a proposta, historiador é o profissional responsável pela realização de análises, de pesquisas e de estudos relacionados à compreensão do processo histórico e pelo ensino da História nos diversos níveis da educação.
O texto aprovado é o Projeto de Lei 7321/06, do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), que tramita apensado ao PL 3759/04, do ex-deputado Wilson Santos. A relatora, deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), recomendou a aprovação do projeto apensado, com emenda, e a rejeição do projeto principal. Segundo ela, os projetos regulam a matéria em termos análogos, mas o PL 7321/06 não obriga o Poder Executivo a criar conselho de fiscalização do exercício profissional, como faz o PL 3579/04 – o que é inconstitucional. “Tais conselhos são considerados autarquias especiais e só podem ser criados por meio de lei de iniciativa do Presidente da República”, explica.
O PL 7321/06 prevê, porém, a inscrição do historiador em conselho de fiscalização do exercício profissional. A emenda da relatora retira essa previsão.
Profissionais habilitados
Segundo o projeto, poderão exercer a profissão de historiador no País:
- quem tiver diploma de nível superior em História, expedido no Brasil, por instituições de educação oficiais ou reconhecidas pelo governo federal;
- os portadores de diplomas de nível superior em História, expedidos por escolas estrangeiras, reconhecidas pelas leis de seu país e que revalidarem seus diplomas de acordo com a legislação em vigor;
- os diplomados em cursos de mestrado ou de doutorado em História, devidamente reconhecidos;
- os que, na data da entrada em vigor desta lei, tenham exercido, comprovadamente, durante o período mínimo de cinco anos, a função de historiador.
Para exercerem as funções relativas ao magistério em História, os profissionais deverão comprovar formação pedagógica exigida em lei.
Atividades
A proposta também define as atividades e funções dos historiadores, entre elas:
- planejar, organizar, implantar e dirigir serviços de pesquisa histórica, de documentação e informação histórica;
- planejar o exercício da atividade do magistério, na educação básica e superior, em suas dimensões de ensino e pesquisa;
- elaborar critérios de avaliação e seleção de documentos para fins de preservação;
- elaborar pareceres, relatórios, planos, projetos, laudos e trabalhos sobre assuntos históricos;
- assessorar instituições responsáveis pela preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural (museus, arquivos, bibliotecas).
Tramitação
A matéria segue para a análise, em caráter conclusivo, da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Lara Haje
Edição – Regina Céli Assumpção

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara de Notícias'

domingo, 6 de novembro de 2011

A Colonização da América Inglesa

No século XVII, as guerras político-religiosas na Inglaterra provocaram o exôdo de parte da população, que, em busca de abrigo e paz, dirigiu-se para a América com o objetivo de se estabelecer, provocando um povoamento efetivo.
As possessões inglesas na América estavam distribuídas em 13 colônias.
 Desde o Período Colonial, os territórios que dariam origem aos Estados Unidos tiveram uma diversificação na forma econômica de ocupação. O Norte e a parte da região central, pobres em terrenos agrícolas e com estreita planície costeira, que dificultava a exploração e impedia a aquisição de vastas extensões de terras, dedicaram-se mais ao comércio e à manufatura do que à agricultura. Multiplicaram-se as pequenas e médias explorações agrícolas, o comércio, o artesanato, as empresas de pesca e construção naval. Desenvolveu-se a vida urbana e formou-se uma aristocracia comercial.
Já as colônias do Sul apresentavam terras férteis e clima ameno, condições favoráveis ao desenvolvimento de uma intensa atividade agrícola. Proliferaram as grandes fazendas, principalmente de algodão. Formou-se uma poderosa aristocracia agrária, e o trabalho sustentava-se na mão-de-obra escrava negra. A empresa agrocomercial do Sul proporcionava altos lucros para a metrópole.
ATIVIDADES
1. Como se caracterizaram a economia e sociedade das colônias inglesas do Norte? 
2. Como se caracterizaram a economia e sociedade das colônias inglesas do Sul?

Bibliografia: 
Texto e atividades: ORDOÑEZ, Marlene. Caderno do Futuro: História. 8ª Série. São Paulo: IBEP, 2007. pp. 94-96.
Imagem:  Rosental - Editora Moderna

sábado, 29 de outubro de 2011

Atividades de Produção de Texto

Estratégia de construção de texto retirada do Almanaque da Rede 2010, excelente ferramenta para redação com temáticas de História.

Irei aplicar os dois exemplos abaixo como teste individual do 4º Bimestre, para as turmas do 6º, 7º, 8º e 9º Ano neste ano (2011).

6º Ano - Descrição do Surgimento de Roma, ou de uma das formas de governo de Roma que estudamos: Monarquia ou República
7º Ano - Descrição da Conquista Espanhola na América
8º Ano - Dissertação sobre a Expansão Imperialista Européia no século XIX - Novo Colonialismo
9º Ano - Dissertação sobre a Segunda Guerra Mundial - Nazismo, Holocausto e Bombas Atômicas

Exemplo da Descrição (6º e 7º Anos):

























Exemplo da Dissertação (8º e 9º Anos):





A Guerra da Secessão (Guerra Civil Americana)

A Guerra da Secessão agitou os Estados Unidos de 1861 a 1865. As diferenças econômica e políticas dos estados do Norte e do Sul foram decisivas para a eclosão do conflito.

  • O Norte possuía economia sustentada na indústria e no comércio; defendia tarifas alfandegárias protecionistas; apoiava a abolição dos escravos; era favorável a um governo central forte.

  • O Sul possuía uma economia agrária; era exportador de produtos agrícolas e importador de manufaturados [produtos produzidos por oficinas ou indústrias]; defendia tarifas alfandegárias baixas; lutava pela manutenção do escravismo; era favorável a um governo central fraco.
Um dos pontos mais importantes da divergência entre o Norte e o Sula era o problema do escravismo.
Nas eleições de 1860, venceu o republicano Abraham Lincoln, favorável à abolição da escravatura e ao protecionismo .
No dia 20 de dezembro do mesmo ano, antes mesmo de o presidente assumir o cargo, o estado da Carolina do Sul desligou-se da União , seguido por mais seis estados sulistas: Alabama, Mississípi, Flórida, Geórgia, Lousiana e Texas. Juntos formaram os Estados Confederados da América, tendo como capital Richmond, no estado da Virgínia. Escolheram Jefferson Davis para presidente, adotaram uma nova bandeira e elaboraram uma Constituição.
 Imagem 1.
Quando, em 1861, Lincoln assumiu a presidência, tentou sufocar o movimento pacificamente, mas não conseguiu. Novos estados aderiram à Confederação.
A superioridade do Norte sobre o Sul era grande, pois possuía indústrias de armas e de munições, estradas de ferro e navios.
 Imagem 2.

Após quatro anos de luta, em abril de 1865, caiu o último reduto separatista em Appomatox. O comandante do Sul, general Lee, rendeu-se ao general Grant, do Norte. Nesse mesmo ano, no dia 14 de abril, Lincoln foi alvejado por James Booth e morreu.

ATIVIDADES

1. Quais eram as diferenças entre o Norte e o Sul dos Estados Unidos?
2. Qual era a principal divergência entre Norte e Sul dos Estados Unidos no século XIX?
3. O que fizeram os estados norte-americanos do Sul quando Abraham Lincoln foi eleito presidente? 
4. Como terminou a Guerra da Secessão?
5. O que aconteceu com Abraham Licoln? 
Bibliografia: 
Texto e atividades: ORDOÑEZ, Marlene. Caderno do Futuro: História. 8ª Série. São Paulo: IBEP, 2007. pp. 94-96. 
Imagem 1: Disponível em: http://thomaslegion.net/maryland_civil_war_map_battle_of_antietam_battlefield.html. Acessado em 29 out. 2011. 
Imagem 2: Disponível em: http://history.howstuffworks.com/american-civil-war/american-civil-war-history.htm. Acessado em 29  out. 2011.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A Economia e a Sociedade na América Espanhola

A economia da América espanhola caracterizou-se pela exploração de metais preciosos - ouro e prata -, principalmente no México, onde os astecas já desenvolviam essa atividade.

A exploração de prata foi maior do que a de ouro e teve como maior do que a de ouro e teve como mais importante centros o vice-reino do México e as minas de Potosí, situadas no território da atual Bolívia. O regime empregado era o do monopólio real, aplicado por meio de impostos, como o quinto.

O ouro e a prata eram levados à Europa por galeões pertencentes à Coroa. Além dos metais preciosos, a América espanhola também enviava para a Europa produtos agrícolas, como o milho, o açúcar e o tabaco, cultivados em algumas regiões. A metrópole controlava o comércio colonial.

Com o declínio da mineração, no século XVIII, a agricultura e a pecuária passaram a ser atividades econômicas significativas. A mão-de-obra do escravo negro foi utilizada sobretudo na atividade agrícola.

Na sociedade colonial espanhola, a divisão social apresentava rígidas camadas, e a mobilidade era praticamente inexistente. Eram elas:


Imagem: http://clioaulas.blogspot.com/2010/01/processo-de-independencia-da-america.html

  • chapetones - brancos nascidos na Espanha e que ocupavam altos cargos civis e eclesiásticos;
  • criollos - filhos de espanhóis nascidos na América. Eram grandes proprietários de terras e minas, comerciantes, grandes pecuaristas e profissionais liberais;
  • mestiços - resultantes da miscigenação entre brancos e negros, e brancos e índios. Eram mascates, servidores domésticos e trabalhadores assalariados;
  • índios e negros escravos - a camada inferior, considerada apenas como força de trabalho.

ATIVIDADES



1. Sobre a economia da América Espanhola, NÃO é correto afirmar o seguinte:

(   ) Caracterizou-se pela exploração de metais preciosos, principalmente no México, onde os astecas já desenvolviam essa atividade.

(   ) A exploração de prata foi maior do que a de ouro e teve como mais importantes centros o vice-reino do México e as minas de Potosí, atual Bolívia.

(   ) O regime empregado era o do monopólio real, aplicado por meio de impostos, como o quinto.

(   ) A mão-de-obra sempre foi a do escravo africano, trazido em navios mercantes ingleses.

2. Associe corretamente:

(A) Chapetones
(B) Criollos
(C) Mestiços
(D) Índios e negros escravos

(   ) Ocupavam altos cargos civis e eclesiásticos.

(   ) Grandes proprietários de terras e minas, comerciantes, grandes pecuaristas e profissionais liberais.

(   ) Resultantes da miscigenação entre brancos e negros, e brancos e índios.

(   ) A camada inferior, considerada apenas como força de trabalho.

(   ) Filhos dos espanhóis nascidos na América.

(   ) Mascates, servidores domésticos e trabalhadores assalariados.

(   ) Brancos nascidos na Espanha.

Bibliografia:

Texto e atividades: ORDOÑEZ, Marlene. Caderno do Futuro: História. 8ª Série. São Paulo: IBEP, 2007. pp. 49-50

A Colonização da América Espanhola

Ao iniciar a colonização, o governo espanhol montou uma estrutura de governo para administrar suas possessões. Foram criados:
  • a Casa de Contratação, em 1503,  para supervisionar as relações marítimas e comerciais entre a América e a metrópole. Exercia, no setor comercial, a função de Corte de Justiça;
A extensão territorial da colônia espanhola na América levou a uma divisão administrativa. Foram criados quatro vice-reinos e quatro capitanias-gerais.
Os quatro vice-reinos eram: Nova Espanha, Nova Granada, Peru e Prata; as quatro capitanias-gerais eram: Guatemala, Cuba Venezuela e Chile.
Os vice-reinos e as capitanias-gerais eram governados, respectivamente, por vice-reis e capitães-gerais, nomeados pelo Conselho das Índias.

A Igreja Católica teve papel significativo na colonização espanhola da América. Os padres jesuítas eram responsáveis pela conversão dos indígenas ao cristianismo. Exerciam sobre eles uma vigilância muito grande, obrigando-os a viver em aldeias (missões) e forçando-os a trabalhar a terra. A Igreja auxiliava o rei a manter sua autoridade sobre a população espanhola por meio dos Tribunais de Inquisição, instalados no México e no Peru.

 ATIVIDADES

1. Ao iniciar a colonização, o governo espanhol montou uma estrutura de governo para administrar suas possessões. quais foram os órgãos criados e quais as suas funções?
 2. A América Espanhola foi dividida administrativamente em quatro vice-reinos e quatro capitanias-gerais. Os vice-reinos eram: ____, ____, ____ e ____. As capitanias-gerais eram: ____, ____, ___ e _____.
3. Qual foi o papel da Igreja Católica na colonização da América Espanhola?


Bibliografia:

Texto e atividades: ORDOÑEZ, Marlene. Caderno do Futuro: História. 8ª Série. São Paulo: IBEP, 2007. pp. 48-49.

Mapa: APOLINÁRIO, Maria Raquel (org.). Projeto Araribá: História. 7º ano. 2ª edição. São Paulo: Moderna, 2007. p. 165.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Pré-história e Origem dos Povos


Fonte:
 http://www.educandus.com.br/abreAula.php?arqXML=aulas/pre-historiaeorigemdospovos/principal.xml

Acessado em 21/10/2011.

Estude história com o Jogo do Arqueólogo

Quanto mais antigo, mais fundo está o artefato. Ajude o arqueólogo a encontrar essas peças perdidas no tempo!





Uma Análise da História


História Geral

A historiografia tradicional costuma utilizar cronologia, fatos, nomes de heróis, batalhas e outros eventos como os fundamentos de uma História que é incapaz de penetrar na essência da sociedade humana.
Há uma outra abordagem mais preocupada com as transformações que se operam no processo histórico, em particular nas estruturas da sociedade. Nesse caso, os fatos datados e localizados são a matéria-prima da História, mas não se esgotam em si mesmos. É essa História Nova, com novas abordagens, novos métodos e novos objetos que os examinadores estão utilizando nos vestibulares.

Periodização

A periodização clássica da História considera como marcos cronológicos: 
IDADE ANTIGA – do aparecimento da escrita e das primeiras civilizações por volta de 4000 a.C. até a queda de Roma em 476 d.C.
IDADE MÉDIA – da queda de Roma até a tomada de Constantinopla pelos turcos otomanos em 1453.
IDADE MODERNA – da queda de Constantinopla até a tomada da Bastilha em 1789. 
IDADE CONTEMPORÂNEA – da tomada da Bastilha aos dias atuais.
Uma Análise da História
Caricatura da partilha da China entre as potências imperialistas.

O Processo Histórico

O Sistema Asiático
Uma análise sistêmica das civilizações orientais, destacando o Egito, Mesopotâmia, Índia e China, demonstra que os povos do Oriente Próximo, do Oriente Médio e do Extremo Oriente desconheciam a noção de propriedade privada. Por isso, a terra e os escravos pertenciam ao Estado e aos templos. Assim, a economia era estática, a sociedade de tipo estamental, o poder político despótico-teocrático, a religião politeísta e a cultura pragmática. Nesse sistema, os hebreus e os fenícios são exceções do ponto de vista econômico, político e religioso.


O Sistema Escravista
No escravismo antigo, a noção de propriedade privada já se notabilizava e o escravo era considerado um objeto, um “instrumento falante”. A Grécia Antiga e a Roma Imperial inseriam-se no escravismo. No quadro da crise geral do escravismo romano, podemos localizar o nascimento do sistema feudal.

O Sistema Feudal
Caracterizado pelas relações servis de produção, o feudalismo europeu marcou a História Medieval por mais de mil anos. Nesse sistema, a economia era fechada – auto-suficiente, com produção para o consumo – e a sociedade, estamental, imóvel, polarizada entre senhores e servos. O poder político descentralizado e a cultura religiosa são decorrências da própria estrutura de produção. O imobilismo do feudalismo levou-o à destruição a partir das fugas dos servos e do nascimento de uma estrutura dinâmica, comercial, pré-capitalista.

Do Feudalismo ao Capitalismo
“Por volta do século XII, com a desintegração do feudalismo, começa a surgir um novo sistema econômico, social e político: o capitalismo. A característica essencial do novo sistema é o fato de, nele, o trabalho ser assalariado e não servil, como no feudalismo. Outros elementos típicos do capitalismo: economia de mercado, trocas monetárias, grandes empresas e preocupação com o lucro.
O capitalismo nasce da crise do sistema feudal e cresce com o desenvolvimento comercial, depois das Primeiras Cruzadas. Foi formando-se aos poucos, durante o período final da Idade Média, para finalmente dominar toda a Europa Ocidental a partir do século XVI. Mas foi somente depois da Revolução Industrial, iniciada no século XVIII na Inglaterra, que se estabeleceu o verdadeiro capitalismo.”
ARRUDA, José Jobson. História Moderna e Contemporânea. São Paulo, Ática, 1982, pág. 11.

O Sistema Capitalista
A história do capitalismo começa a partir da crise do feudalismo, no final da Idade Média européia. Ao longo de muitos séculos, as estruturas capitalistas foram se organizando e a sociedade burguesa afirmando-se como tal. No século XVIII, o capital acumulado primitivamente foi investido na produção, consolidando o sistema por intermédio da Revolução Industrial. Nessa ocasião, as antigas colônias libertaram-se do pacto colonial, mas depois um novo colonialismo constituiu-se para atender às necessidades e superar as crises típicas do sistema. As disputas coloniais levaram o mundo capitalista às duas Guerras Mundiais, ao mesmo tempo em que, no interior do capitalismo, multiplicavam-se as células do socialismo.

O Sistema Socialista
Em meio às crises do capitalismo e às críticas dos ideólogos socialistas, particularmente Karl Marx e Friedrich Engels, foram surgindo os elementos que levaram à criação do primeiro Estado socialista da História, por meio da Revolução Bolchevista de outubro de 1917. Na atualidade, com o fim do socialismo soviético e de outros Estados socialistas, as esquerdas estão repensando o socialismo como ideologia. No campo capitalista, a tendência predominante é o neoliberalismo, que reduz a influência do Estado nas relações sociais, bem como seu papel na economia. Todavia, as recentes crises nos mercados capitalistas emergentes, com seus reflexos no Primeiro Mundo, também estão obrigando à revisão do modelo neoliberal.

Bibliografia:
http://www.curso-objetivo.br/vestibular/roteiro_estudos/analise_historia.aspx
Acessado em: 21/10/2011

Efeitos do Imperialismo

O avanço capitalista na África e na Ásia prejudicou a economia dos povos desses continentes. Para os colonizadores, as colônias deveriam suprir a metrópole de matérias-primas necessárias à industrialização. No sudoeste asiático, por exemplo, foram criadas fazendas produtoras de borracha para exportação, em antigas zonas de cultivo de arroz.



A colônia devia absorver grande parte do capital excedente da metrópole. Para que os investimentos se tornassem lucrativos, era preciso criar um infra-estrutura de exportação: estradas de ferro, pontes, portos. Portanto, a economia dos países colonizados devia ser reorientada de acordo com as novas necessidades criadas pelos investimentos nas atividades de exportação.


A corrida colonialista gerou um clima de tensão entre as potências capitalistas. Era um clima carregado de rivalidades, que por qualquer motivo poderiam causar um confronto. No começo do século XX, a guerra entre as potências imperialistas e colonialistas era inevitável e acabou se concretizando com a Primeira Guerra, que se tornou mundial.

ATIVIDADES

1. Qual o resultado do imperialismo para a economia dos povos da Ásia e da África?

2. A que levou a corrida colonialista no século XIX?


Bibliografia:
Texto e atividades: ORDOÑEZ, Marlene. Caderno do Futuro: História. 8ª Série. São Paulo: IBEP, 2007. pp. 107-108.

Imagens:


A Partilha da Ásia e da Oceania

A Ásia também foi afetada pelo novo colonialismo europeu. Nesse continente, a nação que mais se destacou na formação de um império colonial foi a Inglaterra, que dominou a Índia, a Birmânia, o Ceilão, o Tibete, o Paquistão. Na Oceania, foram colonizadas a Austrália e a Nova Zelândia.



A Guerra do Ópio

No começo do século XIX, os ingleses compravam chá chinês e vendiam ópio, cultivado na Índia e na Birmânia. Todavia, o governo chinês, desde 1730, havia proibido a utilização e a venda do ópio e empreendeu intensa repressão ao comércio desse produto, mandando, em 1839, destruir o carregamento inglês de 20 mil caixas ainda no porto de Cantão. Os ingleses reagiram, e foi declarada guerra à China, a Guerra do Ópio (1840-1842), que só terminou quando os chineses viram-se obrigados a assinar o Tratado de Nanquim, em 1842. Por esse tratado, os ingleses conseguiram a abertura de alguns portos chineses aos produtos ingleses, entre eles Xangai e Nanquim. Além disso, a ilha de Hong Kong passou a ser colônia inglesa.

A Guerra dos Boxers

Enquanto os estrangeiros dominavam o país, os nacionalistas chineses começaram a reagir. Em 1900, a sociedade dos boxers, associação secreta nacionalista, começou a provocar atentados contra os estrangeiros. As nações europeias organizaram uma ação conjunta para reprimi-los. Desse confronto, em 1901, originou-se a Guerra dos Boxers, na qual eles foram massacrados e a China teve de reconhecer as concessões já feitas, além de pagar indenizações aos inimigos.

American cartoon (1888) depicting John Bull (England) as the "octopus of imperialism"

ATIVIDADES


1. Quais foram as regiões dominadas pela Inglaterra na Ásia?


2. O que foi a Guerra do Ópio?


3. Como terminou a Guerra do Ópio?


4. O que foi a Guerra dos Boxers?


Bibliografia:
ORDOÑEZ, Marlene. Caderno do Futuro: História. 8ª Série. São Paulo: IBEP, 2007. p106.

Governo desiste de ampliar número de dias do ano letivo, diz secretária de Educação Básica


Segundo Maria do Pilar Lacerda, o consenso é que os atuais 200 dias letivos sejam mantidos; MEC não confirma decisão

20 de outubro de 2011 | 18h 33
Agência Brasil
BRASÍLIA - A secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar Lacerda, disse nesta quinta, nas páginas pessoais dela no Twitter e no Facebook, que o governo desistiu da ideia de ampliar os dias do ano letivo nas escolas de educação básica. A proposta havia sido anunciada pelo ministro Fernando Haddad em setembro, como forma de ampliar o tempo de permanência dos alunos na escola.
O MEC não confirma oficialmente a decisão, mas, segundo Pilar, o ministro reuniu-se com entidades que representam professores, estudantes, gestores e universidades e o consenso é que os atuais 200 dias letivos sejam mantidos. A ampliação deverá se dar pela ampliação da jornada diária. “O Legislativo receberá a proposta consensuada nessa reunião e assumida pelo MEC”, disse Pilar, sem definir qual seria o mínimo de horas-aula.
Atualmente, o ano letivo tem 200 dias, com carga horária de 800 horas. O aumento de quatro para cinco horas diárias, por exemplo, ampliaria a carga horária para mil horas. Em alguns países da Europa, Ásia e até mesmo da América Latina, a jornada chega a 1,2 mil horas anuais, como no México, ou 1,1 mil horas, como na Argentina.

Fonte:


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Coleção História Geral da África em português (Somente em PDF)



Publicada em oito volumes, a coleção História Geral da África está agora também disponível em português. A edição completa da coleção já foi publicada em árabe, inglês e francês; e sua versão condensada está editada em inglês, francês e em várias outras línguas, incluindo hausa, peul e swahili. Um dos projetos editoriais mais importantes da UNESCO nos últimos trinta anos, a coleção História Geral da África é um grande marco no processo de reconhecimento do patrimônio cultural da África, pois ela permite compreender o desenvolvimento histórico dos povos africanos e sua relação com outras civilizações a partir de uma visão panorâmica, diacrônica e objetiva, obtida de dentro do continente. A coleção foi produzida por mais de 350 especialistas das mais variadas áreas do conhecimento, sob a direção de um Comitê Científico Internacional formado por 39 intelectuais, dos quais dois terços eram africanos.

Brasília: UNESCO, Secad/MEC, UFSCar, 2010.
Download gratuito (somente na versão em português):
Informações Adicionais:
08.12.2010
Source : UNESCO Office in Brasilia



quarta-feira, 19 de outubro de 2011

A Monarquia Romana

Ao longo de sua história, os romanos conheceram três formas de governo: a monarquia, a república e o império.

A Monarquia (753 a.C. a 509 a.C.)


A monarquia teve início com a fundação de Roma, e Rômulo foi o primeiro rei. Segundo a tradição, Roma teve sete reis. Eles eram escolhidos pela Assembleia Curial e tinham o poder limitado pelo Senado.


  • Assembleia Curial: formada por cidadãos em idade militar que, além de escolherem os reis, faziam e votavam as leis.
  • Senado ou Conselho de Anciãos: órgão consultivo que tinha o direito de aprovar ou não as leis elaboradas pelo rei.


ATIVIDADES


1. Quais foram as formas de governo que os romanos conheceram?


2. Quais eram os órgãos políticos existentes na monarquia romana?



Bibliografia:
ORDOÑEZ, Marlene. Caderno do Futuro: História. 7ª Série. São Paulo: IBEP, 2007. p. 80.


segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A Partilha da África

A África era um continente pouco povoado, com riquezas inexploradas. A ocupação iniciou-se pelo litoral e, a partir daí, penetrou para o interior. Ocorreram inúmeras disputas entre os países industrializados. A Inglaterra e a França formaram os principais impérios coloniais da África.


A Guerra dos Bôeres


Os bôeres eram descendentes de holandeses, que dominavam a região aurífera de Transvaal e Orange, na África. A Inglaterra, com a finalidade de explorar o ouro do sul da África, invadiu a região e impôs, após três anos de guerra, a sua dominação sobre os bôeres.

Com a corrida do ouro na África do Sul, grandes companhias mineradoras ali se instalaram. Ocorreram novos conflitos, estimulados pela Inglaterra. A British South Africa Company, fundada por Cecil Rhodes, em 1899, teve papel fundamental nas rebeliões. A guerra começou por volta de 1899 e durou três anos. Em 1902. foi estabelecida a paz e, em 1903, surgiu a República Sul-Africana.

ATIVIDADES


1. Quem eram os bôeres?


2. Qual país africano surgiu no final da Guerra dos Bôeres?


Bibliografia: ORDOÑEZ, Marlene. Caderno do Futuro: História. 8ª Série. São Paulo: IBEP, 2007.p p. 104-105.

A Segunda Guerra Mundial (1939-1945)

Vários fatores levaram o mundo a esse conflito mundial:
A doutrina do espaço vital consistia, de um lado, na integração de populações alemãs que viviam na Áustria, na região dos Sudetos (Tchecoslováquia) e em Dantzig, na Polônia, e, de outro, na conquista de regiões férteis e ricas em recursos minerais, necessárias ao desenvolvimento do país.

Em 1938, com o apoio de grande parte da população austríaca, Hitler incorporou a Áustria à Alemanha. Nesse mesmo ano, anexou a região dos Sudetos. A anexação foi reconhecida pela Inglaterra e pela França na Conferência de Munique*. Em 1939, Hitler tomou toda a Tchecoslováquia. Em seguida, planejou a invasão do Corredor Polonês, faixa de terra que dava acesso ao mar, pelo porto de Dantzig. Essa região já havia pertencido à Alemanha. Em agosto de 1939, assinou com a União Soviética um Pacto de Não-Agressão (20 de agosto de 1939).

Em 1º de setembro de setembro de 1939, Hitler invadiu a Polônia, provocando a reação da Inglaterra e da França, que abandonaram a política de apaziguamento e declararam guerra à Alemanha. Estava deflagrada a Segunda Guerra Mundial.

ATIVIDADES


1. Quais os fatores que levaram à Segunda Guerra Mundial?


2. Explique no que consistia a doutrina do espaço vital.


3. Numere os fatos de acordo com a ordem cronológica:


(   ) Hitler incorporou a Áustria à Alemanha.
(   ) A Alemanha assinou com a União Soviética um Pacto de Não-Agressão.
(   ) Inglaterra e França reconhecem a anexação da Áustria e dos Sudetos, na Conferência de Munique.
(   ) Inglaterra e França declararam guerra à Alemanha.
(   ) Hitler tomou toda a Tchecoslováquia.
(   ) Hitler invadiu a Polônia.
(   ) Hitler anexou a região dos Sudetos.


Bibliografia: ORDOÑEZ, Marlene. Caderno do Futuro: História. 8ª Série. São Paulo: IBEP, 2007.p p. 133-134.


* CONFERÊNCIA DE MUNIQUE: Setembro de 1838. Estiveram presentes Chamberlain pela Inglaterra, Deladier pela França, Mussolini pela Itália e Hitler pela Alemanha. Depois da anexação da Áustria e de outras violações ao Tratado de Versalhes e para evitar a guerra a todo o custo, a Inglaterra e a França aceitam que o país dos sudetas passe a pertencer à Alemanha em troca da promessa de Hitler que não irá invadir mais nenhum território. Em Março de 1939 Hitler invade o resto da Checoslováquia e a 1 de Setembro de 1939 irá invadir a Polónia e iniciar a 2ª Guerra Mundial. (Pequeno Glossário)