Tricia Magalhães Carnevale - Professora de História da Rede Pública. Blog pessoal, desde 2009.
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domingo, 24 de maio de 2026
quinta-feira, 26 de agosto de 2021
quinta-feira, 8 de julho de 2021
Cruzadinha - Revolução Industrial (Formulário do Google)
Cruzadinha sobre Revolução Industrial (Formulário do Google)
O professor que desejar uma cópia, envie um e-mail para: triciacarnevale@gmail.com.
Adaptado de: Ensinar História
quarta-feira, 1 de junho de 2016
Conteúdo: As doutrinas sociais do século XIX - Currículo Mínimo - 2º Ano do Ensino Médio
Habilidade e competência: Discutir as condições de trabalho e a formação da cultura política contemporânea.
AS CONDIÇÕES DE TRABALHO E A FORMAÇÃO DA CULTURA
POLÍTICA CONTEMPORÂNEA
Sem dúvida, a industrialização
trouxe, ao longo do tempo, benefícios para toda a sociedade. Mas também acabou
gerando sofrimento para os trabalhadores, até mesmo pela ausência de leis que
colocassem limites à cobiça dos capitalistas.
A descrição das fábricas foi
sempre negativa: baixos salários, exploração do trabalho infantil e da mulher,
umidade ou frio excessivo, jornadas de até 16 horas diárias, ar poluído,
sujeira, humilhações sofridas pelos trabalhadores, acidentes com máquinas que
provocavam mutilações e mortes. Os operários eram constantemente vigiados e
obedeciam a horários rigorosos; uma verdadeira disciplina militar que não
excluía a violência física dos capatazes. Eram regras exclusivamente impostas
pelos interesses dos patrões. Além disso, o fantasma do desemprego estava
sempre presente, obrigando o trabalhador a suportar esse regime. Fora das
fábricas as condições não eram melhores: muitos se entregavam ao alcoolismo, as
habitações eram precárias, nos bairros populares não havia saneamento, as
epidemias se espalhavam e os salários não eram suficientes para alimentar a
família.
No início do século XIX
aconteceu o Movimento Ludista, que era formado por grupos de operários que
invadiam as fábricas e quebravam todo o maquinário como forma de protesto. Os
ludistas consideram que as máquinas eram as grandes responsáveis pelo
desemprego. A reação do governo foi violenta, com prisões, deportações e
enforcamentos. Em 1817, o governo proibiu reuniões públicas e distribuição de
panfletos que incitassem revoltas ou manifestações. Dessa forma, as primeiras
manifestações operárias eram tratadas como caso de polícia.
Para melhor se organizar, os
operários começaram a formar associações de ajuda mútua, conhecidas como Trade
Unions. Essas associações tinham como objetivo principal organizar as
reivindicações dos operários que, em troca pagava uma pequena mensalidade.
Essas associações foram se fortalecendo lentamente e deram origem aos
sindicatos de trabalhadores.
No final da década de 1830
surgiu um novo movimento, mais organizado e centrado em reivindicações
políticas. A iniciativa partiu da Associação dos Trabalhadores de Londres, com
a divulgação da Carta do Povo, redigida por William Lovett e enviada ao
Parlamento em 1838. Por isso, esse movimento ficou conhecido como cartismo.
Os cartistas queriam a
aprovação de uma reforma parlamentar que garantisse uma representação política
para os operários; o sufrágio universal masculino, voto secreto, pagamento de salários aos
parlamentares para que os operários pudessem se candidatar e uma reforma nos
distritos eleitorais. O objetivo era claro: democratizar o Parlamento,
permitindo maior acesso ao poder legislativo.
O Parlamento aprovou a jornada
de trabalho de 10 horas, em 1842; proibiu o trabalho de crianças e mulheres na
limpeza das máquinas em funcionamento em 1844; no mesmo ano reduziu pela meta a
jornada de trabalho para crianças menores de 13 anos. Os sindicatos, no entanto,
só seriam reconhecidos na década de 1870. Mas o movimento foi fundamental e
marca as primeiras conquistas dos trabalhadores.
OS GRUPOS SOCIAIS
Os operários eram homens,
mulheres e crianças que abandonaram suas atividades tradicionais como o
artesanato e o campesinato para trabalhar nas indústrias. O salário que
recebiam era insuficiente para sustentar a família e, a grande maioria não
conseguia pagar o aluguel de uma casa, sendo obrigados a morar em albergues e
cortiços. Os que conseguiam pagar aluguel moravam em residências precárias
perto das fábricas, onde a poluição e a falta de saneamento básico tornavam o
ambiente propicio para a proliferação de doenças. Nos momentos em que não
estava trabalhando, nem cuidando de seus afazeres, o que era raro, os operários
procuravam alguma forma de lazer. Costumavam frequentar pubs (bares) e as
feiras ao ar livre. O futebol também era bastante praticado pelos operários.
Os burgueses, proprietários
das indústrias, cada vez mais ricos e ociosos, moravam em mansões suntuosas,
nos bairros distantes das fábricas e divertiam-se praticando caça, passeando e
frequentando luxuosos teatros. Além disso, aproveitavam o tempo livre para
estudar manuais de etiqueta e também livros sobre conhecimentos modernos. Com
isso, a burguesia criou um novo padrão de cultura e de comportamento,
caracterizado pelo apreço a administração racional do tempo e do dinheiro.
A Revolução Industrial
aumentou o contraste social entre a rica burguesia e a massa pobre de
operários, mas possibilitou o surgimento de uma classe social intermediária,
posteriormente chamada de “pequena burguesia”. Essa nova classe, denominada de
classe média era formada principalmente por profissionais autônomos prestadores
de serviços como advogados, médicos, jornalistas, engenheiros e professores,
além de pequenos proprietários como comerciantes. Esse grupo social dava grande
importância e valor a moral burguesa, exaltando o sucesso financeiro e
cultivando um modo de vida austero e sem excessos. Muitos membros da classe
média mantinham contatos com os operários, o que estimulava a denunciar as
péssimas condições de vida da população pobre, enquanto condenavam as atitudes
que consideravam imorais, como o roubo e a mendicância.
Adaptado de:
Teste 2º Ano do Ensino Médio - Currículo Mínimo
Teste do 2º Bimestre – 2º ANO
QUESTÃO 01 – Identifique 2 mudanças socioeconômicas
e 2 mudanças ambientais resultantes do processo de industrialização (Revolução
Industrial):
QUESTÃO 02 – A Revolução Industrial alterou a antiga
economia agrária e consolidou o capitalismo. Aponte pelo menos uma relação
entre as inovações técnicas e tecnológicas da RI ao capitalismo.
QUESTÃO 03 – No século XIX surgiram teorias para
justificar o sistema econômico vigente – o capitalismo. Pesquise as doutrinas
sociais abaixo e preencha o quadro com pelo menos 2 características de cada:
|
LIBERALISMO
|
SOCIALISMO
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NACIONALISMO
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ANARQUISMO
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QUESTÃO 04
- Retire do texto frases que comprovem a
relação entre as condições de trabalho da população e a formação da cultura
política* contemporânea:
* Quando utilizamos a expressão cultura política podemos
estar nos referindo ao conjunto de atitudes, normas, crenças e valores
políticos partilhados pela maioria dos membros de uma determinada sociedade ou
nação. Além disso, o tipo do sistema ou regime político em vigor num
determinado país, incluindo as instituições políticas existentes, também
integram o conceito de cultura política. (Fonte: http://educacao.uol.com.br/disciplinas/sociologia/cultura-politica---abordagem-culturalista-estudos-foram-influenciados-pelo-determinismo.htm)
OS GRUPOS SOCIAIS
Os operários eram
homens, mulheres e crianças que abandonaram suas atividades tradicionais como o
artesanato e o campesinato para trabalhar nas indústrias. O salário que
recebiam era insuficiente para sustentar a família e, a grande maioria não
conseguia pagar o aluguel de uma casa, sendo obrigados a morar em albergues e
cortiços. Os que conseguiam pagar aluguel moravam em residências precárias
perto das fábricas, onde a poluição e a falta de saneamento básico tornavam o
ambiente propicio para a proliferação de doenças. Nos momentos em que não
estava trabalhando, nem cuidando de seus afazeres, o que era raro, os operários
procuravam alguma forma de lazer. Costumavam frequentar pubs (bares) e as
feiras ao ar livre. O futebol também era bastante praticado pelos operários.
Os burgueses,
proprietários das indústrias, cada vez mais ricos e ociosos, moravam em mansões
suntuosas, nos bairros distantes das fábricas e divertiam-se praticando caça,
passeando e frequentando luxuosos teatros. Além disso, aproveitavam o tempo
livre para estudar manuais de etiqueta e também livros sobre conhecimentos
modernos. Com isso, a burguesia criou um novo padrão de cultura e de
comportamento, caracterizado pelo apreço a administração racional do tempo e do
dinheiro.
A Revolução Industrial aumentou o contraste social entre a rica burguesia
e a massa pobre de operários, mas possibilitou o surgimento de uma classe
social intermediária, posteriormente chamada de “pequena burguesia”. Essa nova
classe, denominada de classe média era
formada principalmente por profissionais autônomos prestadores de serviços como
advogados, médicos, jornalistas, engenheiros e professores, além de pequenos
proprietários como comerciantes. Esse grupo social dava grande importância e
valor a moral burguesa, exaltando o sucesso financeiro e cultivando um modo de
vida austero e sem excessos. Muitos membros da classe média mantinham contatos
com os operários, o que estimulava a denunciar as péssimas condições de vida da
população pobre, enquanto condenavam as atitudes que consideravam imorais, como
o roubo e a mendicância.
QUESTÃO 05
– Apresente uma definição de Imperialismo, fazendo referência ao Neocolonialismo.
QUESTÃO 06 – Relacione as teorias racistas e a ideia
de superioridade oriundas do Imperialismo do final do século XIX e suas
implicações (consequências) para os dias atuais.
QUESTÃO 07 – Identifique o impacto da política imperialista
no continente africano, seja através da resistência ou das consequências.
terça-feira, 31 de maio de 2016
Revolução Industrial - Currículo Mínimo - 2º Ano EM
Habilidade e competência trabalhada:
- Compreender as mudanças socioeconômicas e ambientais resultantes do processo de industrialização.
- Compreender as mudanças socioeconômicas e ambientais resultantes do processo de industrialização.
As mudanças socioeconômicas provocadas
pela Revolução Industrial
A
Primeira Revolução Industrial ficou caracterizada por dois importantes
aspectos: a descoberta das vantagens do uso de algumas matérias-primas (carvão
como fonte de energia, ferro para a construção de maquinário e algodão para a
produção têxtil) e o desenvolvimento da máquina a vapor e a implantação das
ferrovias. Estes dois aspectos favoreceram não somente o âmbito da
produtividade e a velocidade no escoamento da produção, também colaboraram no
êxodo da população rural, em direção às cidades.
A
migração para as cidades levou esta multidão de homens, mulheres e crianças ao
emprego nas fábricas, ainda que as condições de trabalho fossem extremamente
desfavoráveis. Assim, além de alienados da totalidade das etapas da produção,
estavam submetidos a jornadas de trabalho sobre-humanas; ambientes insalubres,
mal iluminados e sujos; baixos salários; ausência de direitos trabalhistas;
sujeitos a castigos físicos; entre outros.
Segundo a
ótica de Karl Marx, uma mudança fundamental estabeleceu-se na relação entre o
homem e o trabalho. O trabalhador das indústrias estava subordinado ao processo
das máquinas, sendo as últimas as protagonistas no processo produtivo. Há,
assim, a desvalorização do próprio ser humano em detrimento à máquina.
Em vista
deste quadro funesto, as revoltas da classe trabalhadora foram uma consequência
natural mediante condições tão adversas. Surgem assim os movimentos operários,
bem como os primeiros grupos feministas, buscando maiores direitos e melhores
condições. Algumas revoltas tiveram um caráter extremamente violento, a exemplo
das pontuadas pela presença ludista.
Em 1824,
na Inglaterra, são criados os primeiros centros de ajuda mútua e de formação
profissional, especialmente os conduzidos pelos semioficiais. Todavia, somente
em 1833 é que emergem os sindicatos (Trade Unions) oriundos da luta da classe
operária e sua busca por melhores condições trabalhistas. Seus principais
representantes localizavam-se em Lancashire, Yorkshire e Manchester.
Outros
sindicatos, a exemplo dos ingleses, surgem nos anos que se seguiram na França,
nos Estados Unidos e na Alemanha. A grande verdade, porém, é que estes
sindicatos não incutiam um receio descomunal na classe patronal, mas puderam
dar a chance de fortalecimento da classe trabalhadora e suas reivindicações.
Da
organização inicial destes sindicatos, originam-se outros movimentos e
ideologias, muitos de ordem não apenas social, mas política. Destacam-se, assim
o movimento cartista, o socialismo utópico, o socialismo científico, o
anarquismo e o socialismo cristão.
Todavia,
ainda que muitas vezes os efeitos do processo de Revolução Industrial tenham
sido severos e prejudiciais, não pode se afirmar que absolutamente todos os
resultados tenham sido desastrosos. A Ciência ganhou novo impulso – bom exemplo
disso são os cientistas autodidatas como Michael Faraday, Lord Kelvin e
Benjamin Franklin. Além disso, tanto a ferrovia, quanto os meios de transporte
que se seguiram, encurtaram as distâncias e levaram o processo de comunicação a
uma extrema velocidade. E, por outro lado, fizeram com que surgissem indivíduos
capazes de questionar sobre os seus próprios direitos e que estivessem aptos a
apontar sobre o que lutar.
Fonte:
Impactos
Ambientais
O grande problema que estamos vivendo hoje é consequência
da revolução industrial. Após a Revolução Industrial todos os
problemas ambientais se agravaram. A poluição do meio
ambiente já está a consequências arrasadoras.
O aquecimento global, causado pelo agravamento do efeito estufa, é a principal prova de que a revolução industrial, por um lado trouxe benefícios econômicos políticos e sociais para o pais, mas por outro levou o meio ambiente à catástrofe.
São vários os problemas que a Revolução Industrial provoca, como: poluição dos rios, poluição do ar, extinção de animais por terem os seus habitats destruídos, agravamento do efeito estufa, despejo de dejetos, a natureza foi afetada em todos os sentidos, primeiro para a extração dos recursos naturais que levam um grande período de tempo para se formarem, para fazer a fabricação dos produtos, segundo o próprio processo de produção polui o meio ambiente emitindo gases e materiais na atmosfera e na natureza, terceiro os produtos a seres utilizados são descartados de forma extremamente incorreta, sendo que seu processo de decomposição leva milhares de anos.
O aquecimento global, causado pelo agravamento do efeito estufa, é a principal prova de que a revolução industrial, por um lado trouxe benefícios econômicos políticos e sociais para o pais, mas por outro levou o meio ambiente à catástrofe.
São vários os problemas que a Revolução Industrial provoca, como: poluição dos rios, poluição do ar, extinção de animais por terem os seus habitats destruídos, agravamento do efeito estufa, despejo de dejetos, a natureza foi afetada em todos os sentidos, primeiro para a extração dos recursos naturais que levam um grande período de tempo para se formarem, para fazer a fabricação dos produtos, segundo o próprio processo de produção polui o meio ambiente emitindo gases e materiais na atmosfera e na natureza, terceiro os produtos a seres utilizados são descartados de forma extremamente incorreta, sendo que seu processo de decomposição leva milhares de anos.
Fonte:
http://sociedadedigital3.blogspot.com.br/2015/04/o-grande-problema-que-estamos-vivendo.html
Consulte também: http://www.coladaweb.com/biologia/ecologia/a-revolucao-industrial-e-a-poluicao
Apresentação no Prezi (em edição ainda):
http://prezi.com/wt_170qxnue7/?utm_campaign=share&utm_medium=copy
Consulte também: http://www.coladaweb.com/biologia/ecologia/a-revolucao-industrial-e-a-poluicao
Apresentação no Prezi (em edição ainda):
http://prezi.com/wt_170qxnue7/?utm_campaign=share&utm_medium=copy
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Revolução Industrial - PPT
PPT produzido pelos alunos do 8º Ano para apresentação em sala de aula.
A temática foi as etapas da fabricação de um produto: artesanato, manufatura e maquinofatura ou industrialização.
Os alunos frequentaram o Laboratório de Informática da escola após o rascunho do texto em sala.
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